Novos defensores públicos atuarão em força-tarefa prisional

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A Defensoria Pública do Estado de Santa Catarina conta com mais 19 defensores públicos substitutos.

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Criada em 2012 no Estado, a instituição tem agora 117 defensores. Os novos profissionais terão logo um desafio difícil e importante pela frente: atuar em ações de força-tarefa previstas no sistema prisional catarinense, segundo informou a defensora-pública geral, Ana Carolina Dihl Cavalin (leia entrevista abaixo).

Os novos servidores tomaram posse na sexta-feira, em Florianópolis. O reforço está sendo comemorado por colegas como importante na luta pelo fortalecimento da Defensoria Pública, no combate às injustiças, à desigualdade, entre outros pontos.

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Os defensores assumiram o cargo três meses após o resultado do concurso. O discurso foi feito pela defensora Naita Rayena Andrade Araújo, primeira colocada no II concurso para ingresso na carreira.

Os empossados participarão de um curso de formação por 30 dias. A Defensoria Pública catarinense tem sede na Capital e está em 24 núcleos pelo Estado.

Entrevista: Ana Carolina Dihl Cavalin, defensora-pública geral

"A ideia é fortalecer o atendimento no sistema prisional"

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Como o reforço do quadro melhorará as ações no Estado?

A gente vai primeiramente trabalhar junto ao sistema prisional. Temos que fazer o levantamento junto às unidades. Atendíamos 46 unidades jurisdicionais e agora 150 unidades jurisdicionais. Triplicou a atribuição dos defensores. Vamos fazer força-tarefa principalmente onde não tem defensor, cobrir férias, colegas, afastamentos e ampliar o atendimento, abrir as defensorias que estão fechadas.

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São quantos núcleos hoje e quantas cidades a defensoria atinge hoje em SC

São 24 núcleos regionais. São núcleos mais populosos. Atingimos metade da população catarinense. Para atender tudo precisávamos de 358 defensores. Hoje são 117.

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Há expectativa de chegar a esse número?

A gente está trabalhando para isso. São mais de 500 juízes e 400 promotores, para ver o quanto o nosso número ainda é bem inferior. A nossa ideia é aumentar para que se aproxime mais deste número. Não precisamos logicamente de 400 defensores, mas que se aproxime para atender toda a população carente do Estado.

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Como será o trabalho no sistema prisional?

É o nosso grande gargalo hoje, um de nossos focos. Há situações que se poderia utilizar monitoramento eletrônico, benefícios, progressão de regime e há de fazer essa equalização para poder ficar preso quem realmente é perigoso e se for liberado pode causar prejuízo. Não podem é situações que a gente tem e presencia de a pessoa já ter o período para ficar solta e, por insuficiência ou desatenção do sistema, acaba ficando presa. A ideia nossa é fortalecer o atendimento no sistema prisional para pacificar, deixá-lo tranquilo, acalmar a população carcerária, diminuir a atuação de facções.

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