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"Caçador de cabeças"

Operação Headhunter é a terceira ofensiva contra o tráfico na área Continental

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Por Diogo Vargas
12/07/2018 - 11h33 - Atualizada em: 12/07/2018 - 13h51
operação no continente
(Foto: Diogo Vargas)

Batizada de Headhunter, cuja tradução é “caçador de cabeças”, a nova operação da Polícia Civil na área Continental de Florianópolis prendeu ao menos 22 pessoas nesta quinta-feira.

Elas são apontadas pela polícia como envolvidas no tráfico de drogas e associação para o tráfico nos morros da Caixa e Maloca. O detalhe: as duas comunidades estão localizadas nas redondezas da sede da Secretaria de Segurança Pública (SSP), na Avenida Ivo Silveira.

Liderada pela Central de Investigação do Continente (Cicon), a ação envolveu desde às 6h cerca de 150 policiais civis da Grande Florianópolis, Deic e diretoria de Inteligência.

O delegado da Cicon, João Adolpho Fleury Castilho, afirma que esta foi a terceira etapa do inquérito que apura uma série de crimes na região e que há anos tem o tráfico de drogas enraizado no local.

– Tráfico, associação, porte e posse de arma, tentativas de homicídios, disparos de armas de fogo e até expulsão de moradores e trabalhadores de bem da região para tomada de imóveis –exemplificou o delegado Fleury sobre os delitos apurados.

A polícia cumpriu mais de 40 buscas nos dois morros. Foram expedidas 26 ordens de prisão temporária e também houve prisões em flagrante. Entre os detidos estão ao menos duas lideranças importantes, destacou o delegado. Os suspeitos costumavam transitar por casas, o que dificultava o trabalho da polícia.

– A grande maioria das lideranças já estava presa, mas surgiram novas provas contra as organizações criminosas instaladas ali de pessoas que substituíram de forma rápida essas lideranças – completou Fleury.

Foram apreendidos mais de R$ 20 mil em dinheiro, uma pistola Glock, carregadores, celulares e anotações. O delegado diz que a polícia conseguiu materializar a participação dos envolvidos em crimes, inclusive com fotos de pessoas armadas e deverá pedir a prisão preventiva deles.

Familiares ficam na frente da delegacia

Pela manhã, ainda enquanto a operação estava em andamento, familiares dos presos permaneceram na frente da 3ª Delegacia de Polícia, em Capoeiras. Eram mulheres a grande maioria, algumas com crianças, em busca de informações. Havia também advogados. Uma das mulheres garantia para as amigas que o marido tinha carteira assinada e trabalho fixo.

Os envolvidos não foram apresentados aos jornalistas. Segundo a polícia, eles optaram em ficar em silêncio e falar apenas em juízo. Nomes não foram divulgados.

Preocupação com armas

Policiais demonstram preocupação com a entrada de armas e de grossos calibres no Estado.

De madrugada, na SC-403, em uma outra ação, a Polícia Militar apreendeu um fuzil abandonado por uma motocicleta perseguida pelos policiais.

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