Pesquisa feita pela Federação das Indústrias de Santa Catarina (Fiesc) sobre o impacto da greve na atividade aponta que 69% das 905 empresas entrevistadas foram muito afetadas. Entre as grandes companhias, 86% foram muito ou totalmente prejudicadas. A sondagem mostrou ainda que apenas 1,4% das empresas não tiveram problemas e que 13% terão que reduzir o quadro de pessoal devido aos efeitos da paralisação.
O setor mais prejudicado foi o agroalimentar. Das empresas do setor que responderam as questões, 83% informaram que foram muito afetadas ou paralisadas. Também amargam elevados impactos os setores de bens de capital (82% com grandes dificuldades), indústrias têxteis e de confecções (78%) e industrias do setor de celulose e papel (82%). Considerando por região, 41% das empresas da Serra catarinense tiveram que fazer paralisação de atividades. Entre as grandes indústrias, 30% pararam a produção.
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Prejuízos e demissões
A pesquisa da Fiesc questionou também prejuízos. Das entrevistadas, 50% das grandes empresas revelaram que vão ter perdas acima de 20% do faturamento mensal. 65% das fabricantes do setor automotivo e 60% das indústrias cerâmicas estimam prejuízos acima de 20% no mês. A greve também vai causar demissões, afetando municípios mais pobres. Na região serrana, 41% das empresas informaram na pesquisa da Fiesc que terão que desligar funcionários.
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