Nos últimos três anos, o Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) evitou conceder R$ 66,4 milhões em pedidos de financiamentos feitos por produtores rurais de Santa Catarina porque eles tinham propriedades com suspeitas de desmatamento ilegal. Esse procedimento do banco considerou 628 alertas entre fevereiro de 2023 e abril de 2026, o equivalente a 0,7% do número de solicitações de crédito feitas no período pelo estado; e 0,5% do volume de crédito para o estado.

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O BNDES divulgou esse trabalho de pressão pela preservação ambiental em função do Dia Mundial do Meio Ambiente, que é 5 de junho. O banco reforça que segue normas ambientais mais rígidas do que as Banco Central do Brasil para crédito à agropecuária.

Para o monitoramento de desmatamento no Brasil considerando as propriedades rurais, o

BNDES tem uma parceria com o MapBiomas, que faz vigilância via satélite. E a regra do banco não permite financiamentos para propriedades rurais com indícios de desmatamento ilegal.

Em todo o Brasil, o BNDES evitou emprestar R$ 1,1 bilhão nos últimos três anos em função de suspeitas de corte ilegal de árvores. O banco considerou 5.592 alertas de indícios de desmatamento ilegal registrados desde fevereiro de 2023. Representaram cerca de 1% das 551,7 mil solicitações de crédito rural encaminhadas ao BNDES neste período.

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O presidente do BNDES, Aloizio Mercadante, afirmou que o banco é um grande parceiro do agronegócio, valoriza a produção sustentável e ética no campo brasileiro, mas não é complacente com o agronegócio que destrói o meio ambiente. Disse que o Banco apoia os produtores que são sustentáveis e inovadores.

Os empréstimos com recursos do BNDES para produtores rurais normalmente são feitos junto a instituições financeiras parcerias, que são mais de 80 em todo o Brasil.