Uma das marcas mundiais mais fortes de revestimentos cerâmicos, a Eliane, de Cocal do Sul, festejou em 12 de fevereiro 60 anos de atividade com investimento de R$ 130 milhões. O evento foi celebrado com emoção na empresa que é a âncora econômica do município de 15 mil habitantes no sul de Santa Catarina.
Adquirida pelo grupo Mohawk Industries, dos EUA, em outubro de 2018, a Eliane, que oferece 2,5 mil empregos diretos, projeta crescer com tecnologia de ponta. Para o período de cinco anos iniciado em 2020, o presidente da companhia, Edson Gaidzinski, projeta investimentos de R$ 1 bilhão. Confira a entrevista a seguir:
60 anos da empresa
“Apesar de a gente ter números importantes de investimentos, esse é um momento de muita emoção. São 60 anos da empresa, 60 anos de muito trabalho. Nossa gestão completou 14 anos agora em fevereiro, sempre buscando muita ética e transparência. O que eu mais tenho para fazer agora é agradecer. Ano passado, investimos R$ 130 milhões, estamos buscando mais investimentos para os próximos cinco anos visando substituição de tecnologia para produzir novas cerâmicas e novos tamanhos de porcelanato. A Eliane foi pioneira na produção de porcelanato em 1995. A fábrica que inauguramos agora é extremamente moderna, com eficiência no consumo de energia, água e gás”.
Fazer a coisa certa
“Na década de 1980, a Eliane foi a maior fabricante de revestimentos cerâmicos do mundo. É uma empresa que tem uma história, tem um legado. Isso aparece na comunidade. Temos uma escola desde 1979 dentro da empresa, o Colégio Maximiliano Gaidzinski, que oferece cursos técnicos em cerâmica e eletrotécnica. Eu acredito que a empresa está aqui em função do fundamento, da ideia de que é preciso fazer o bem para a sociedade como um todo. Eu sei que parece, às vezes, uma conversa diferente, mas quando você acredita que está fazendo a coisa certa, com a ética e a transparência necessária, fazendo o bem para a comunidade, a empresa cresce”.
Investimentos
"Inauguramos agora uma fábrica de R$ 110 milhões e um centro de distribuição de R$ 20 milhões. Também estamos fazendo um grande refeitório, novo estacionamento e construindo um túnel sob a rodovia para melhorar o deslocamento entre as fábricas. A gente está buscando (junto à matriz da Mohawk) mais recursos para investir em Cocal do Sul e Criciúma. Eventualmente estamos falando em investimento de R$ 1 bilhão em cinco anos, incluindo a fábrica de Camaçari, na Bahia, também. Pensamos que conseguimos executar considerando que o mercado vai melhorar”.
Mercado melhor
“A economia do Brasil mostra sinais de melhora após a recessão de 2015 a 2017. O país tem uma necessidade enorme de infraestrutura, mas tem também a questão social, a necessidade de casa própria. Temos um déficit habitacional de 7 milhões de imóveis. O industrial no Brasil tem que ser otimista, o potencial existe, fazendo a coisa correta, o país vai para um outro patamar. Os fundamentos econômicos estão aí, com Selic a 4,25% e o câmbio melhorou. Exportamos 15% da produção. Mas esperamos crescer principalmente no Brasil, que é o terceiro maior mercado de cerâmica do mundo. Projetamos faturar 15% mais este ano e chegar a R$ 1,1 bilhão. Em 2019 crescermos 6%”.
