A Federação das Indústrias de Santa Catarina (Fiesc) e a Federação das Empresas de Comércio de Bens e Serviços (Fecomércio-SC) criticaram a aprovação da redução da jornada de trabalho de 44 horas para 40 horas semanais no país pela Câmara dos Deputados quarta-feira (27). Além da redução, argumentaram que o tempo para entrada em vigor, de apenas 60 dias para adoção de 42 horas semanais e 14 meses para 40 horas é muito restrito. A Fiesc afirmou que o fim da escala 6X1 é um equívoco que pode custar caro ao Brasil.

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– Reconhecemos a coragem dos deputados catarinenses que votaram contra uma proposta discutida de maneira açodada e embalada por interesses eleitorais. Esperamos que a análise pelo Senado leve em consideração os impactos sociais e econômicos da medida. Pois, se seguir como está, isso vai custar caro ao Brasil – afirmou Gilberto Seleme, presidente da Fiesc.

Estudo feito pela federação estimou que a redução para 40 horas semanais poderá resultar na perda de 41,4 mil vagas de trabalho em SC nos próximos dois anos, das quais 19,1 mil na indústria. Também vai elevar em 11,4% os custos do trabalho na indústria estadual.

A Fecomércio-SC fez um estudo que apontou possível perda de 27 mil empregos nos setores de comércio e serviços. Então, considerando essa projeção e mais as possíveis perdas da indústria em 19,1 mil vagas, podem ser fechados em SC 46,1 mil empregos formais.  

– A Fecomércio de Santa Catarina lamenta a aprovação apressada e eleitoreira da redução obrigatória da jornada de trabalho, com a extinção da escala 6×1, realizada na noite desta quarta-feira (27) pela Câmara dos Deputados. Um tema tão importante para o país não pode ser deliberado com tanta rapidez, às vésperas do pleito, sem o devido debate sobre os impactos econômicos – afirmou a entidade.

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Como o projeto vai para o Senado, a esperança é de que possa ser alterado lá. A Fiesc afirma que que do jeito que está, a mudança impõe aumento expressivo de custos para as empresas, compromete a produtividade e reduz a competitividade. Afeta mais setores intensivos em mão de obra e expostos a maior concorrência nacional e internacional.

Em nota para a imprensa, a Fecomércio agradeceu nominalmente os deputados federais de SC que atenderam os apelos do setor produtivo e votaram contra a proposta: Carlos Chiodini (MDB), Carol de Toni (PL), Daniel Freitas (PL), Daniela Reinehr (PL), Fabio Schiochet (União), Gilson Marques (Novo), Julia Zanatta (PL), Pezenti (MDB), Ricardo Guidi (PL) e Zé Trovão (PL).