O governo federal suspendeu, dia 12 de maio (2026), a cobrança de 20% do imposto federal para importações de produtos com valores até US$ 50, tributo que ficou conhecido com “taxa das blusinhas”. Essa mudança começa a afetar novamente produtos da indústria brasileira, que acabam enfrentando carga tributária maior que a de importados.
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Em reunião em Florianópolis promovida pela Federação das Indústrias de Santa Catarina quarta-feira (17), com as participações de integrantes do Conselho da Indústria Têxtil, Confecções, Couro e Calçados da entidade e da Associação Brasileira da Indústria Têxtil e de Confecção (ABIT), foram discutidos impactos dessa nova suspensão. Ela foi adotada por Medida Provisória.
A taxa estadual de 17% de ICMS para essas compras em plataformas virtuais, continua. Mas é insuficiente para manter a competitividade de produtos nacionais frente a importados. Isso porque US$ 50 dólares correspondem a R$ 258,5, valor parecido com o da maioria das compras feitas no comércio brasileiro.
A analista de Comércio Exterior da Abit, Jaqueline Arruda, alertou que essa taxação menor ao produto internacional prejudica a produção brasileira.
– Quando reduzimos a tributação sobre produtos importados sem enfrentar os custos que recaem sobre a produção nacional, ampliamos uma desigualdade competitiva que afeta investimentos, produção e empregos – argumentou a executiva.
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A Federação das Indústrias de SC destaca que esse tema tem relevância especial no estado porque o setor têxtil e de confecções é representativo para a economia. Ele responde por aproximadamente 20% do emprego industrial catarinense e reúne algumas das principais empresas do segmento no país.
A última medida provisória do governo federal sobre o tema é deste mês, portanto acaba em setembro se não for aprovada pelo Congresso Nacional. Mas o ministro da Fazenda, Dario Durigan, informou nesta quinta-feira (18) que a “taxa das blusinhas” ficará zerada até o final do ano.

