Santa Catarina registrou em março o quinto mês consecutivo de queda da inadimplência do consumidor. O percentual de famílias com contas atrasadas ficou em 26,8% no mês passado, após registrar 28,1% em fevereiro, o que indica uma redução de 1,3 ponto percentual. É isso que mostra a Pesquisa de Endividamento e Inadimplência do Consumidor (PEIC), feita pelo Núcleo de Inteligência Estratégica da Fecomércio de Santa Catarina em parceria com a Confederação Nacional do Comércio (CNC).
Esse resultado mostra que o mercado de Santa Catarina está com nível de inadimplência abaixo da média nacional, que ficou em 29,6% em março, segundo dados da CNC.  

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Mas apesar dessa melhora gradativa, o índice catarinense segue acima da média histórica estadual, que é de 22% de inadimplência.

Outro detalhe diferente agora, é que está sendo mais difícil de reduzir o percentual de famílias que não estão conseguindo pagar o que devem. Em março, 10,3% dos devedores informaram essa dificuldade e em fevereiro era, 10,4%, só um pouquinho mais.  

– A queda da inadimplência é uma boa notícia. Ainda estamos acima da nossa média histórica, que é de aproximadamente 22%, mas o viés é de redução. Seguiremos acompanhando nos próximos meses. Uma queda mais acentuada da inadimplência pode impulsionar o consumo, contribuindo para o aquecimento da economia – analisa Hélio Dagnoni, presidente da Fecomércio-SC.

Aliás, a pesquisa mostrou que o catarinense voltou a comprar mais a prazo. Em março, 73,5% das famílias estavam com dívidas parceladas a pagar, enquanto no mês anterior, fevereiro, eram 72,8%.

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Preocupa o fato de as dívidas dos catarinenses serem, principalmente, nas modalidades mais caras. De acordo com a pesquisa da Fecomércio, 86,3% são em cartão de crédito, 257% em carnês de lojas e 17,4% em crédito pessoal. Esse endividamento é preocupante. O ideal seria o consumidor reduzir gradualmente esse tipo de dívida.