Um dos poucos setores de infraestrutura que têm uma política de investimentos de médio e longo prazo no Brasil é o de energia. Prova disso é o leilão de transmissão que a Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) realiza hoje, com 20 lotes, para a construção de 2,6 mil quilômetros de linhas no país, orçados em cerca de R$ 6 bilhões. Um dos lotes é linha de 230 kV (rede básica de alta tensão) entre Biguaçu e Ratones, no Norte da Ilha de SC, com 28,6 quilômetros de extensão, orçada em R$ 646,87 milhões. Terá 10 quilômetros aéreos, 13 subaquáticos e 5,5 subterrâneos. O objetivo é atendimento às cargas da região metropolitana de Florianópolis. Durante a construção, serão gerados 1.293 empregos diretos. 

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A expectativa do mercado é que os lotes sejam muito disputados, especialmente por multinacionais. Entre os consórcios que disputarão o Lote 1, para Florianópolis, está o integrado pela Celesc, com 10% do capital, e a portuguesa EDP Brasil, com 90%. As duas são novatas em leilões de grandes obras de transmissão no Brasil. Estrearam juntas ano passado e venceram leilão para cinco linhas em SC, orçadas em R$ 1,3 bilhão, que já estão sendo executadas. 

Outra empresa que vai participar do certame de amanhã e estreou na transmissão no país no ano passado é a Engie Brasil. A companhia não informou que lotes vai disputar. O projeto catarinense dará mais segurança para investimentos na região. A Ilha já conta com acesso de energia pela ponte Colombo Salles e pelo Sul.

 

Polo de nanotecnologia

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Acontece hoje, às 8h, no Sebrae da Avenida Rio Branco, em Florianópolis, o seminário para discutir estratégias para que a Capital se consolide como um polo de nanotecnologia. Um dos mais animados com a ideia é o professor Carlos Alberto Schneider, idealizador do programa Sinapse da Inovação. Ele lembra que o Sinapse criou 10 empresas de nanotecnologia, o que tornou o município referência empresarial no setor. 

 

Marco do biogás

A Assembleia Legislativa aprovou o Marco Legal do Biogás, um projeto do deputado Natalino Lázare.

O objetivo é gerar energia a partir de resíduos orgânicos e dejetos de animais resultantes de atividades agropecuárias. É mais um passo para o Estado avançar em investimentos sustentáveis. 

 

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