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Economia

O difícil desafio catarinense de exportar serviços de TI

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Por Estela Benetti
08/01/2019 - 05h00 - Atualizada em: 08/01/2019 - 05h00
Teclado qwert
(Foto: )

Com a Capital, Florianópolis, considerada o Vale do Silício do Brasil em função da força do ecossistema de tecnologia da informação (TI) e outras cidades que também se destacam no setor, o desafio de Santa Catarina é ampliar as exportações de serviços e softwares na área de tecnologia. A contabilidade dessas vendas externas pelo Ministério da Economia, por serem de um serviço específico, demoram bem mais do que os dados da balança comercial.

Os últimos números finalizados ainda pelo Ministério de Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior (nome anterior da pasta), são os de 2017. Naquele ano, o Estado exportou US$ 16,966 milhões em serviços de tecnologia da informação e comunicação, valor 3,89% inferior ao obtido no ano anterior, quando vendeu lá fora US$ 17,653 milhões. 

Este desempenho é baixo diante dos negócios do Brasil. Em 2017, Santa Catarina liderou no serviço de projetos de circuitos integrados, respondendo por 100% do total do país e um faturamento de US$ 369 mil. Outro destaque no mesmo ano foi em serviços de hospedagem de sítios na rede mundial de computadores, com 31,22% do total do país e receita de US$ 73.958.

Em outros serviços, o Estado responde por 3% das exportações e na maioria, por menos de 1% do total vendido além fronteiras. Na lista estão serviços de consultoria em tecnologia da informação, serviços de suporte em TI, projetos, desenvolvimentos e instalação de aplicativos personalizados, gerenciamento de infraestrutura de TI e desenvolvimento de estruturas e conteúdos de páginas eletrônicas. Os principais destinos são os Estados Unidos, Alemanha, Hong Kong, México, Austrália e Emirados Árabes Unidos, entre outros.  

Um dos planos do governador Carlos Moisés é ampliar as exportações de software e serviços de TI porque é um setor que gera empregos de qualidade. Mas empresários do setor que atuam no exterior alertam que falta incentivos para ser internacional porque a tributação nacional ainda é elevada, especialmente para trazer de volta a renda da venda do software lá fora. É muito mais vantagem ter filiais no exterior e faturar por lá do que trazer a receita de volta ao país. É preciso uma reforma tributária para atender melhor esse setor, abrindo mais as fronteiras.

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Estela Benetti

Especialista na economia de Santa Catarina, traduz as decisões mais relevantes do mercado, faz análises e antecipa tendências que afetam a vida de empresários, governos e consumidores.

estela.benetti@somosnsc.com.br

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