O setor hoteleiro catarinense está com melhores expectativas para o Carnaval deste ano frente a 2019. As projeções da ABIH-SC, Associação Brasileira da Indústria de Hoteis, é de uma ocupação 10% maior frente ao mesmo período do ano passado. A estimativa do Sindicato dos Hotéis, Bares e Restaurantes de Florianópolis é de ocupação em torno de 80%, o que é superior a do Carnaval passado, informou o presidente da instituição, Estanislau Bresolin. Tanto ele quanto a relações públicas da ABIH, Lara Perdigão destacam que são estimativas porque, para a contabilidade do setor, os dados só se concretizam quando os hóspedes fazem o check-in.
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Segundo Lara Perdigão, esse crescimento deve acontecer de forma equilibrada em todo o Estado, não apenas nas cidades do litoral.
– Santa Catarina é o único Estado que oferece atrações diferentes em pequenas distâncias. Permite ao turista estar no litoral de manhã e à tarde ou à noite colher maçãs em Fraiburgo ou participar da colheita da uva, a Vindima, na Serra – observa a empresária.
Ela informa também que as famílias estão programando viagens com mais antecedência e considerando o lazer das férias também como um investimento em melhorias da saúde e qualidade de vida.
Parcerias público-privadas
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O governo do Estado colocou em vigor a nova legislação para o Programa de Parcerias e Investimentos, o PPI-SC. A coordenação é da SCPar, mas tem a participação também de outros órgãos do governo como a Secretaria da Fazenda e a Procuradoria Geral do Estado (PGE). A lei oferece uma ampla gama de alternativas de concessão de serviços.
O secretário executivo de PPPs da SCPar, Ramiro Zinder, informa que 11 projetos estão em andamento. O programa de PPIs do Estado foi lançado o ano passado, mas foi aprimorado e, agora, se tornou lei. Enquanto era elaborado, o governo avançou seguindo a legislação anterior.
Conforme Zinder, o primeiro projeto de parceria a ser aprovado será o do centro de eventos de Balneário Camboriú. A abertura dos envelopes será na primeira semana de abril. Além disso, existem os projetos de privatização do Sapiens Parque, concessão dos quatro hospitais estaduais para constituir o centro hospitalar na Capital e também a concessão do complexo penitenciário de Blumenau.
Questionei Zinder para saber se, com a nova lei, os projetos vão andar mais rápido. Ele disse que não porque concessões exigem muitos passos, alguns com esperas maiores em função da necessidade de consultas ou análises. Mas, segundo ele, o governador Carlos Moisés tem pressa e está cobrando um cronograma.
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