O urbanista e professor franco-colombiano Carlos Moreno, professor da Universidade de Sorbonne, em Paris, informou em Florianópolis, em palestra no Summit Cidades, na última semana, que diversos países estão adotando o modelo que criou de “Cidade 15 Minutos”. É uma proposta que recomenda a oferta de trabalho, estudo, serviços e lazer em até 15 minutos de caminhada ou de bicicleta para áreas mais povoadas, e de 30 minutos para territórios.
Continua depois da publicidade
Ele informou que os países que estão adotando o modelo em todo o território ou em regiões são a Grã-Bretanha, Escócia, Itália, Espanha, Coreia do Sul, Mongólia e Uzbequistão. A Itália, por exemplo, aprovou uma lei de regeneração urbana. Considerando cidades, são mais de 400 no mundo que já seguem o modelo.

Continua depois da publicidade
– Temos, atualmente, triplos desafios para as cidades: o ecológico, das mudanças climáticas; o econômico, para ofertar mais empregos; e o social, para ter mais coesão. Na Cidade de 15 Minutos, a proximidade representa uma via para reconciliar a ecologia, a economia e o social com impacto positivo – afirma Carlos Moreno.
O urbanista destaca que esse conceito prioriza proximidade, o que significa menos automóveis, mais zonas verdes, mais caminhadas e mais saúde. Também impulsiona mais atividades econômicas locais, mais empregos locais, mais circuitos para conexões sociais, com bairros com mais espaços para as pessoas.
Continua depois da publicidade
– Como o mundo precisa dessas soluções. Esse conceito está sendo adotado com mais rapidez. Temos cidades grandes, de tamanho intermediário e também pequenas adotando o Cidade 15 minutos – destacou o professor.
Questionado pela coluna sobre como esse modelo impacta mais favoravelmente a economia, Carlos Moreno observou que a economia precisa ser mais territorial, mais próximas de onde as pessoas vivem. Seria a nova economia geográfica no conceito do Prêmio Nobel Paul Krugmann.
Continua depois da publicidade
Esta é uma economia não só medida por Produto Interno Bruto (PIB), mas indicadores que priorizam o território na geração de empregos, criação de atividades locais para proporcionar melhor qualidade de vida.

