Importante fonte de proteína na maioria das residências de antigamente, quando não havia refrigerador, o queijo artesanal conquista novos status nestes tempos de mais compartilhamento de informações e tecnologias, sendo mais uma alternativa de renda. A maior prova disso foi a quinta edição do Prêmio Queijo Brasil, realizada no final de semana, em Florianópolis. Em mais de dois dias, 32 jurados avaliaram 717 queijos de todas as regiões do país, 50% mais amostras do que na edição anterior.
Santa Catarina teve o segundo maior número de inscrições no evento, 80. Entre os produtos premiados do Estado, um foi o Queijo de Ovelha Extracurado, da Gran Paladare, de Chapecó. A empresa conquistou um dos troféus Super Ouro, ao lado de Minas Gerais, estado que liderou a participação, com 421 inscritos, do dobro do ano anterior. Esta foi a primeira edição do prêmio realizada fora de São Paulo.
A iniciativa é da Comerqueijo – Associação dos Comerciantes de Queijos Artesanais Brasileiros, criada em 2017, que tem o mestre-queijeiro Bruno Cabral na presidência. Outro exemplo da expansão desse negócio foi o festival de queijos artesanais em Belo Horizonte em julho último, que resultou em mais de R$ 1 milhão em vendas para o público.
Queijo serrano
Com pecuária diversificada, Santa Catarina se destaca atualmente na produção de queijos artesanais e industriais, simples e sofisticados. Um exemplo é o Queijo Serrano, que está muito perto de ter sua Indicação Geográfica (IG) reconhecida segundo informação divulgada pela Epagri esta semana. Produzido no Estado desde 1730, quando iniciou o tropeirismo na região de Lages, se destaca pela qualidade e versatilidade. Integra o cardápio de restaurantes de alto padrão de São Joaquim, por exemplo.
