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    Sucessão na Facisc: oposição convoca assembleia para questionar processo eleitoral

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    Por Estela Benetti
    16/09/2020 - 05h28 - Atualizada em: 16/09/2020 - 12h09
    Facisc, entidade que tem presidência disputada por dois g
    Facisc, entidade que tem presidência disputada por dois grupos (Foto: Sérgio Filho, Divulgação)

    Grupo de 28 associações empresariais que apoia a candidatura de oposição à sucessão da Federação das Associações Empresariais de SC (Facisc) divulgou nesta quarta-feira, no Diário Oficial do Estado, a convocação de uma assembleia geral extraordinária virtual para o dia 16 de outubro. O objetivo principal é questionar o processo eleitoral da entidade porque os recursos que apresentou sobre o assunto não foram avaliados pela comissão eleitoral, nem pelo conselho diretor da entidade.

    A eleição para escolher a nova diretoria, que vai suceder a que tem à frente hoje o empresário Jonny Zulauf, está marcada para esta sexta-feira, 18 de setembro. Somente uma chapa está inscrita, a liderada pelo empresário Sérgio Rodrigues Alves, de Joinville, apoiada pela atual diretoria. A chapa de oposição, que tem como candidato o empresário Doreni Caramori, de Florianópolis, não teve inscrição aceita porque a comissão eleitoral avaliou que a lista necessária de nomes não estava completa.

    - Mesmo que a atual diretoria não queira respeitar o estatuto, nós estamos convocando uma assembleia geral extraordinária. Essas 28 associações assinam essa convocação para dar um novo rumo para essas eleições – explica Rodrigo Rossoni, presidente da Associação Empresarial de Florianópolis (Acif).

    Conforme Rossoni, atualmente, mais de 100 voluntários, entre presidentes e ex-presidentes de associações apoiam esse movimento denominado “A Facisc pode mais. Para o grupo, a chapa de oposição poderia participar da eleição porque cumpriu o estatuto.

    O presidente da Facisc, Jonny Zulauf, afirma que o processo eleitoral segue normalmente. A votação vai acontecer virtualmente nessa sexta-feira porque a comissão eleitoral avaliou que a chapa liderada por Alves cumpriu os requisitos do estatuto enquanto a da oposição, com Caramori para a presidência, estava incompleta na data da inscrição. Zulauf diz também que não está interferindo no processo eleitoral.

    - Atendendo o estatuto, formamos um comitê eleitoral com dois advogados e quatro empresários de regiões diferentes do Estado. Eles simplesmente cumprem o estatuto. Eu não interferi. Não participo de nenhuma reunião deles- afirma Zulauf.

    Sobre o pedido de impugnação apresentado pela Acif contra a chapa de Alves, dizendo que três pessoas da chapa não seriam empresários, o presidente disse que isso “é coisa de guri pequeno”. Falou que Alves é sócio do grupo da Cia. Fabril Lepper, Evandro Müller de Castro é do conselho da Buddemeyer e o empresário de Tijucas é dono de uma firma.

    Zulauf também contestou críticas à sua gestão por parte do grupo opositor. Afirmou que viaja com frequência pelo Estado, paga os custos das viagens com recursos próprios e que a sua gestão tem relevância, o que fica evidente pelo volume de notícias divulgadas nas mídias.

    O estatuto da Facisc é repleto de prazos e regras, o que dificulta uma flexibilidade para a oposição fazer suas contestações. Apesar disso, Rossoni disse que a intenção é não entrar na Justiça para contestar o pleito.

    -Nós teríamos até elementos para entrar na Justiça. Mas não faremos isso. A gente entende que o sistema Facisc, formado pelas associações empresariais que são soberanas, tem oportunidade de resolver por si. A gente quer resolver isso intra corpore – afirma o presidente da Acif.

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