Clima favorável, alta das proteínas e alguns produtos agrícolas com quedas relevantes de preços. Esse foi o cenário registrado pelo agronegócio catarinense que permitiu fechar o ano de 2025 com o maior Valor da Produção Agropecuária (VPA) da história, de R$ 75,1 bilhões. O resultado representa um crescimento de R$ 15,8% frente aos R$ 64,8 bilhões obtidos no ano anterior, de 2024. O crescimento real, quando descontada a inflação, chegou a 12,5%.

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Os dados são da 46ª Síntese Anual da Agricultura de Santa Catarina publicada pelo Centro de Socioeconomia e Planejamento Agrícola (Epagri/Cepa). O VPA resulta da quantidade vendida vezes o preço médio de mercado dos produtos.

A pecuária, que é forte em SC, respondeu por cerca de 60% do valor. Os grãos, por 21% e os demais produtos por 19%. Os destaques na pecuária foram a produção de suínos, que respondeu por 21,9% do valor total da produção, seguida por frango (15,4%), leite (11,5%) e bovino (5,3%).

Da agricultura, as maiores colaborações para o resultado final vieram da soja, que respondeu por 9% do valor da produção e do tabaco, por 6,1%. Com clima favorável, as produções de milho, soja e fruticultura tiveram crescimento de 22,9 em produção, mas o preço médio ficou praticamente estável, com alta de 0,9%.

Apesar do resultado recorde, os técnicos da Epagri Cepa alertaram sobre o risco da concentração da receita, em especial em produtos da pecuária.  Do total da receita, 70% teve origem na produção e venda de suínos, aves, leite, soja, tabaco e bovino para abate.

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Os analistas da Epagri/Cepa observam que o resultado de 2025 mostra a dinâmica da competitividade de cadeias consolidadas, mas expõe vulnerabilidades a riscos sanitários, volatilidade de mercado, barreiras comerciais e variações de demanda.

– No planejamento setorial, recomenda-se priorizar diversificação produtiva e estratégias de resiliência econômica – recomendam eles na publicação.

Ao comentar os resultados, o governador de Santa Catarina, Jorginho Mello, observou que o estado produz com qualidade, atendendo aos padrões dos mercados mais exigentes do mundo. Disse que o valor expressivo demonstra a força e a competitividade do agro do estado.

O presidente da Epagri, Dirceu Leite, avalia que o resultado é a prova da resiliência do produtor e da força do modelo tecnológico da agricultura de Santa Catarina. Resulta de trabalho silencioso, contínuo e integrado que une a pesquisa científica de ponta e a extensão rural da Epagri ao campo.

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