A adoção de novo tarifaço de 25% pelo governo dos Estados Unidos para importações brasileiras a partir desta quarta-feira e mais uma taxa de 12,5% que deve ser anunciada sexta-feira motivou novo diálogo entre o setor produtivo e o governo federal. O presidente da Confederação Nacional da Indústria (CNI), Ricardo Alban, sugeriu ao vice-presidente Geraldo Alckmin e ao ministro do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior Márcio Rosa a criação de um grupo para elaborar um novo programa de ajuda a setores impactados via oferta de crédito e outras medidas, mas dentro da atual política industrial Nova Indústria Brasil (NIB).

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A CNI destaca que essa nova taxação de 25% vai atingir 26,2% das exportações brasileiras aos Estados Unidos, chegando a um total de US$ 11 bilhões. Em Santa Catarina, um estudo da Federação das Indústrias do Estado (Fiesc) apurou que 54% das exportações ao mercado americano serão impactadas por essa nova taxa. Mas das vendas aos Estados Unidos, mais 40% são afetadas por outra tarifa em vigor desde o ano passado, a da Seção 232, o que significa que as taxas americanas prejudicam 94% das vendas de SC para aquele mercado.

Para a CNI, seria importante firmar um convênio com o Mdic para elaborar em conjunto essa nova missão da política industrial. Mas, ao mesmo tempo, é preciso continuar negociando com os Estados Unidos para derrubar essas taxas, avalia a entidade.

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– A NIB, assim como toda política industrial, precisa ser dinâmica, atualizada e trazer respostas para situações específicas e complexas que o Brasil enfrenta. Nossa ideia é construir um plano de ação, em parceria com as 27 federações estaduais de indústria, associações setoriais, sindicatos e governo para juntos desenvolvermos uma proposta que dê suporte à indústria brasileira neste momento tão delicado – destaca Ricardo Alban.  

Na avaliação do presidente da CNI, é preciso dar uma resposta construtiva aos setores industriais que estão impactados. É importante discutir com o governo uma solução, independentemente do momento eleitoral.

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–  Neste momento, o mais importante é que nem o ano eleitoral, nem questões políticas interfiram em um debate que exige responsabilidade, equilíbrio e visão de longo prazo – argumenta o presidente da CNI.  

Para a entidade que representa a indústria brasileira, o país retomou trajetória de desenvolvimento com a Nova Indústria Brasil (NIB), que completou dois anos em janeiro de 2026. A NIB conta com seis missões para buscar o desenvolvimento econômico e social. Ela consiste num programa que dispõe de R$ 750 bilhões para a modernização da indústria brasileira até 2033.

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