A informação divulgada nesta terça-feira (02) de que o governo de Donald Trump avalia impor tarifa de 25% para produtos brasileiros até 15 de julho como resultado da investigação aberta em julho de 2025 -seção 301- aumentou a preocupação da comunidade empresarial sobre a adoção de tarifas pelos Estados Unidos.
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Consultores americanos informaram que é possível ao governo dos EUA adotarem uma outra tarifa de 10% a 15% em função de outra investigação em andamento segundo a qual, o Brasil e outros países são acusados da prática de trabalho forçado.
Procurada pela coluna, a presidente do Conselho de Comércio Exterior da Federação das Indústrias de Santa Catarina (Fiesc), Maitê Bustamante, afirma que embora a tarifa sinalizada de 25% era esperada, é fato de que o alerta recebido indica que pode não ficar apenas no percentual de 25%. Pode ficar ainda maior com essa outra investigação sobre trabalho.
A presidente do conselho diz que é por isso que a federação tem reforçado diariamente o trabalho de abertura de novos mercados para indústrias de Santa Catarina.
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Entenda o novo tarifaço de Trump
O governo dos Estados Unidos adotou novas tarifas após concluir uma investigação sobre práticas comerciais do Brasil e apontou atos e políticas do governo brasileiro que seriam “irrazoáveis” e onerariam ou restringiriam o comércio norte-americano. A principal conclusão foi a proposta de aplicação de uma tarifa de 25% sobre todas as mercadorias do Brasil, com exceção de alguns produtos isentos. As informações foram publicadas em comunicado do órgão responsável nos EUA.
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A proposta de novo tarifaço dos EUA contra produtos brasileiros foi o principal resultado da investigação do Escritório do Representante Comercial dos Estados Unidos (USTR, na sigla em inglês). O processo se baseia na chamada Seção 301 da Lei de Comércio de 1974, que permite ao governo norte-americano reagir contra práticas comerciais de outros países consideradas injustas.
As principais motivações do relatório final propondo novo tarifaço de 25% contra produtos brasileiros são citadas em seis pontos, conforme abaixo:
- Uso do Pix e concorrência com serviço americanos de pagamento via cartão de crédito
- Decisões judiciais que obrigam empresas americanas de mídia social a removerem conteúdo político, com aplicação de multas severas e bloqueio de contas bancárias
- Tarifas consideradas desleais, concedidas pelo Brasil a parceiros comerciais como México e Índia e que seriam menores do que as dos EUA
- Continuidade de casos de desmatamento ilegal
- Diferença tarifária no mercado de etanol, com tarifas mais altas às vendas norte-americanas
- Proteção da propriedade intelectual, com suposta falta de aplicação suficiente de leis penais contra falsificação de produtos e falta de medidas antipirataria.











