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    Varejo de SC cresce 5,6% em 2020, puxado por supermercados e materiais de construção

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    Por Estela Benetti
    10/02/2021 - 17h24 - Atualizada em: 10/02/2021 - 17h28
    Movimento no comércio de Florianópolis em dezembro
    Movimento no comércio de Florianópolis em dezembro (Foto: Diorgenes Pandini)

    O volume de vendas do varejo de Santa Catarina alcançou crescimento acumulado de 5,6% em 2020 na comparação com o ano anterior, segundo a Pesquisa Mensal do Comércio (PMC) do IBGE. Em receita nominal, o setor obteve crescimento de 10,2% no período. O varejo ampliado, que inclui veículos e materiais de construção, teve alta de 2,9% no volume e de 7,2% em receita nominal ano passado, apontou o mesmo levantamento.

    Mais uma vez, o desempenho do setor em SC ficou acima da média nacional, que teve alta de 1,2% em volume de vendas no ano e de 10,9% em receita nominal. No varejo ampliado, o Brasil fechou 2020 com queda de 1,5% em volume e alta acumulada de 3,3% em receita nominal.

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    No mês de dezembro, Santa Catarina registrou queda de 3% no volume de vendas frente ao mês anterior e alta de 6% na comparação com o mesmo mês do ano anterior. Em receita nominal, recuou 3,3% em relação a novembro e cresceu 14,7% na comparação com dezembro de 2019. O varejo ampliado teve queda de 5,7% em volume de vendas e de 4,1% em receita nominal em relação ao mês anterior. Frente ao mesmo mês de 2019, teve alta de 4% em volume e 12,7% em receita.

    No acumulado do ano, as maiores altas registradas em Santa Catarina em volume de vendas do varejo foram hipermercados e supermercados (15,4%), materiais de construção (12,8%), eletrodomésticos (9,6%), produtos farmacêuticos (8,6%) e móveis (6,3%). As maiores quedas foram em móveis e equipamentos de escritório (-37,2%), livros, jornais e revistas (-28,3%), combustíveis e lubrificantes (-9,6%), tecidos, vestuário e calçados (-7,6%), veículos e peças (-6%) e outros produtos de uso pessoal e doméstico (-4,9%).

    Na avaliação do presidente da Fecomércio-SC, Bruno Breithaupt, o setor registrou recuperação expressiva no segundo semestre, embora ainda enfrente problemas em diversos segmentos. Para ele, o resultado de dezembro já aponta uma reversão da tendência, o que aponta a necessidade de mais medidas que garantam emprego e renda para as pessoas mais vulneráveis.

    Os setores que oferecem itens de consumo das famílias tiveram melhor desempenho no ano, impulsionados pelo auxílio emergencial e o isolamento social. A expectativa para este ano é de um primeiro semestre de vendas mais tímidas em função da continuidade da pandemia e atraso das vacinas. No segundo semestre, com mais pessoas imunizadas, o ritmo da economia brasileira deverá ser maior.

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