O setor empresarial vê mais possibilidades de negócios com os Estados Unidos diante da vitória de Joe Biden. As bolsas mundiais subiram na semana passada e seguem em alta nesta segunda-feira. No Brasil, a bolsa subiu e o dólar caiu na última semana. Para a Confederação Nacional da Indústria (CNI), o governo do democrata abrirá portas para a continuidade das negociações de acordos bilaterais entre os dois países. Segundo a entidade, a indústria brasileira tem histórico de bom relacionamento com governos democratas.
Eleição de Biden melhora cenários para a economia do Brasil e de SC; entenda
Na gestão de Barak Obama e Joe Biden foram assinados acordos importantes como o previdenciário (que considera tempo de trabalho para aposentadoria nos dois países), o Céus Abertos ao setor aéreo e também foram alcançados avanços em agenda de cooperação econômica e comercial, destacou o presidente da CNI, Robson Braga de Andrade. Conforme a entidade, foi o próprio Biden, como vice-presidente, quem assinou protocolos de intenções dos acordos de facilitação de comércio e boas práticas regulatórias, que estão em negociação atualmente.
A CNI também avalia que o novo governo permitirá a volta do crescimento sustentado aos Estados Unidos, o que é bom para o setor porque o mercado americano é o principal destino de produtos industrializados do Brasil, ao adquirir 24% da produção. E o foco no meio ambiente do novo governo permitirá cooperação na área entre os dois países.
O mercado americano também é o principal destino de produtos industrializados de Santa Catarina. Na avaliação do vice-presidente executivo da CNI, Glauco José Côrte, entre os setores da indústria catarinene que podem ampliar vendas aos Estados Unidos estão alimentos, madeira e móveis, papel e celulose, revestimentos cerâmicos, couro, produtos plásticos, têxteis e confecções.
O Estado pode ampliar a exportação de serviços, especialmente de tecnologia e turismo, embora sejam setores mais difíceies de avançar. No caso de tecnologia é preciso preparação específica, porque é o setor mais forte da economia americana e o mais concorrido, inclusive por empresas de outros países. O setor de turismo exigirá mais divulgação das atrações de SC aos americianos, considerando belezas naturais e segurança, diferenciais em que o estado está acima da média brasileira.
