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    50 anos do Tri - o time que beirou à perfeição

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    Faraco
    Por Faraco
    21/06/2020 - 07h19 - Atualizada em: 21/06/2020 - 09h18
    Gérson agradece aos céus, enquanto Pelé comemora com Jairzinho o primeiro gol na final contra a Itália(Foto: reprodução/Fifa TV)
    Gérson agradece aos céus, enquanto Pelé comemora com Jairzinho o primeiro gol na final contra a Itália(Foto: reprodução/Fifa TV)

    Tostão, o camisa 9 da Seleção, rouba a bola no campo de defesa. O relógio já chegava aos 41 do segundo tempo e o Brasil vencia a final diante da Itália por 3 x 1.

    Começava naquele momento a assinatura perfeita para a caminhada gloriosa e majestosa da maior Seleção de todos os tempos do futebol. A assinatura da conquista do Tricampeonato mundial, na Copa do Mundo de 1970, no México. O gol que até hoje é repetido e visto incansáveis vezes.

    Tostão passou mais atrás, com Piazza. E daí em diante o time veio evoluindo em passes e dribles que deixaram de fora da jogada apenas o outro zagueiro, Brito e o goleiro Félix, já que Everaldo tinha dividido a bola roubada no início por Tostão.

    Piazza dá para Clodoaldo, que num toque curto encontra Pelé, ainda no campo de defesa. O Rei toca de lado para Gérson e se movimenta em direção ao campo de ataque. Gérson nem domina e já deixa com Clodoaldo. O então jovem volante da Seleção, de apenas 20 anos naquela Copa, arranca numa sequência maravilhosa de dribles, deixando tortos quatro adversários italianos e levando a loucura os torcedores mexicanos nas arquibancadas do fabuloso estádio Azteca.

    A bola chega a Rivellino, que faz a transição de defesa para ataque, com um passe longo de canhota para Jairzinho – deslocado pelo lado esquerdo de ataque, embaralhando ainda mais a marcação individual tradicional dos italianos, e abrindo um espaço para o que seria o gigantesco ponto final da jogada.

    A bola ainda passaria novamente pelos pés do 10, de Pelé, antes do magnífico desfecho. Sem olhar, o maior de todos os tempos rola para Carlos Alberto, que vinha numa corrida frenética da defesa, pedindo a bola para aproveitar o espaço aberto pelo deslocamento de Jairzinho. Carlos Alberto, o Capita, estufa as redes italianas pela quarta vez.

    Entre domínios, dribles e passes, contei 30 toques na bola, em pouco menos de 30 segundos de posse de bola. Era a assinatura perfeita para a conquista do Tri. Mas jogada foi ainda mais perfeita para deixar na história, como um símbolo, o que era aquela Seleção, que foi a mais próxima da perfeição que o futebol já viu até hoje – 50 anos depois. É o time referência quando se fala em futebol de qualidade, bem jogado, coletivo e individual, com talento incomparável de uma reunião de craques espetaculares. Um futebol de paixão de sonho e encantamento.

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