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Arbitragem vai seguir errando com o VAR

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Por Faraco
08/10/2019 - 07h55
O lance que Daronco marcou pênalti. Foto: Reprodução
O lance que Daronco marcou pênalti. Foto: Reprodução

O presidente da Comissão de Arbitragem da CBF, Leonardo Gaciba, esteve no programa Seleção Sportv desta segunda-feira e explicou muitos princípios que estão sendo utilizados pelos árbitros para a utilização da arbitragem de vídeo. Sobre as marcações de impedimento, Gaciba foi afirmativo. Garantiu que “no Brasileirão” são 100% corretas e explico o ajuste que se faz das câmeras e como funcionam as linhas de jogo. Falou sobre o lance do gol do Flamengo sobre a Chapecoense e afirmou que a imagem que se vê na televisão tem distorções, mas que a máquina faz os ajustes e não há erro nas medições.

Acrescento que, pela imagem que vi, achei que Bruno Henrique estava um pouco à frente do zagueiro Douglas, da Chape. É perfeitamente aceitável que se confie, nos lances de impedimento, na máquina e na correção das marcações. Apesar de entender que a precisão do VAR pode acabar com a mesma linha no impedimento, o que seria ruim. Jogadores adiantados milimetricamente em relação aos marcadores, não estão adiantados a ponto de obterem vantagens do posicionamento. Houve um tempo que mesma linha era impedimento. A regra foi mudada para possibilitar mais gols. O risco, com a precisão do VAR é que haja mais gols anulados.

Lances de interpretação sempre foram problema

O que Leonardo Gaciba afirmou que tem que deixar todo mundo muito preocupado foi na linha de defender interferências do VAR em lances de interpretação. Três interferências indevidas da rodada foram discutidas. Os pênaltis marcados para o Ceará contra o Goiás, para o CSA contra o Avaí, e para o Cruzeiro contra o Internacional. Foram lances de jogo e que não deveriam ter chamadas de VAR.

Gaciba afirmou em relação ao lance do Cruzeiro que ali não havia um “erro claro de arbitragem”, defendendo, em tese, a interferência e a marcação do pênalti. A linha, pelo visto, pelo que entendi da entrevista do presidente da Comissão, vai seguir sendo de achar detalhes demais e com interferências demais. O que é uma pena. A ferramenta é excelente, mas deveria seguir o mandamento inicial, com a tal “mínima interferência, máximo benefício”. Isso não está valendo. Infelizmente.

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Rodrigo Faraco

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Jornalista e comentarista esportivo, sempre atento ao que acontece especialmente no futebol catarinense, faz análises e bastidores dos times do Estado.

rodrigo.faraco@somosnsc.com.br

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