O Brasil chega ao primeiro mata-mata da Copa do Mundo como favorito diante do Japão. Pela qualidade individual, pelo crescimento apresentado ao longo da Copa do Mundo e pelo peso de uma equipe tenta alcançar às oitavas cada vez mais próxima da identidade que Carlo Ancelotti busca desde o início do trabalho. Mas imaginar um confronto tranquilo contra o Japão seria um erro.
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Este é, provavelmente, o melhor Japão das últimas décadas. Um time que evoluiu tecnicamente, ganhou personalidade e já não entra em campo apenas para competir. Entra para jogar e com ambição de vitória.
Os japoneses conseguem atuar de maneiras diferentes sem perder organização. Podem propor o jogo, valorizando a posse de bola, construindo com paciência e muita movimentação, ou podem baixar suas linhas e explorar a velocidade nos contra-ataques.
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A estrutura com três zagueiros oferece essa flexibilidade. O sistema pode aparecer como um 3-4-2-1, transformar-se em um 3-2-4-1 durante a construção ou fechar completamente num 5-4-1 sem a bola. É uma seleção disciplinada, extremamente treinada e que apresenta soluções para diferentes cenários da partida.
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Há ainda um aspecto que torna o duelo especialmente interessante. Brasil e Japão têm uma característica em comum: a pressão na saída de bola adversária. Os dois times tentam recuperar rapidamente a posse no campo ofensivo e obrigar o rival ao erro.
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Isso deve transformar a disputa em um jogo intenso, de muita exigência física e técnica, onde quem conseguir escapar dessa primeira pressão poderá encontrar espaços importantes. Soma-se a isso a bola parada japonesa, outro fundamento muito bem trabalhado, capaz de equilibrar um confronto mesmo diante de um adversário tecnicamente superior.
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O Brasil, porém, chega mais forte do que começou a Copa. A equipe cresceu rodada após rodada, ganhou segurança defensiva e passou a controlar melhor os diferentes momentos das partidas. A experiência de Marquinhos, Gabriel Magalhães, Casemiro e Alisson deu estabilidade ao sistema, enquanto Vini Jr. voltou a assumir o protagonismo ofensivo que dele se espera. Na frente, Matheus Cunha transformou mobilidade em produtividade, oferecendo ao ataque uma dinâmica que dificultou a marcação dos adversários.
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É exatamente essa evolução coletiva que faz do Brasil o favorito. Não apenas pela soma de talentos individuais, mas porque a equipe parece cada vez mais confortável dentro da ideia de jogo construída por Ancelotti.
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Ainda assim, o Japão reúne organização, intensidade e qualidade suficientes para exigir da Seleção sua atuação mais consistente nesta Copa do Mundo. Se o Brasil confirmar o favoritismo, dificilmente será sem enfrentar noventa minutos de enorme exigência tática.


















