O futebol europeu gosta de se apresentar como referência civilizatória. Campanhas, faixas, vídeos institucionais, slogans produzidos contra o racismo. Tudo muito bonito. Mas quando o racismo acontece dentro de campo, no palco mais nobre do esporte, a resposta quase sempre é tímida, burocrática e insuficiente.

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Na vitória do Real Madrid por 1 a 0 sobre o Benfica, pela Champions League, o protagonista foi Vini Jr.. Fez o gol da partida, decidiu o jogo, dançou para comemorar um gol maravilhoso e foi novamente alvo de ataque racista, desta vez protagonizado pelo argentino Prestianni, jogador do Benfica, dentro de campo.

Não é mais um caso isolado.

Não é provocação.

Não é “calor do jogo”.

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É racismo. Ponto.

A hipocrisia institucional precisa acabar

A UEFA e a FIFA precisam ser chamadas à responsabilidade.

As duas entidades fazem campanhas regulares contra o racismo, usam o tema como bandeira pública, ocupam espaço em datas simbólicas, mas falham de forma grave quando chega o momento mais importante: punir de verdade.

Não basta nota oficial.

Não basta multa simbólica.

Não basta “investigação em andamento”.

Se o discurso institucional não se traduz em punição exemplar, ele perde valor. Vira marketing vazio.

Punição severa é o mínimo aceitável

O caso exige sanção dura ao atleta e responsabilização do clube. Suspensão longa. Multa pesada.

Medidas que realmente impactem a carreira do camisa 25 e o ambiente esportivo. Só assim o futebol envia uma mensagem clara: o racismo tem consequência real. Qualquer coisa abaixo disso será conivência.

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Vini Jr. se pronuncia sobre caso de racismo em campo: “Covardes”

Mbappé disse o que precisava ser dito

Dentro do próprio elenco do Real Madrid, a resposta foi imediata. Kylian Mbappé foi firme, público e direto em sua defesa a Vini Jr. Dentro de campo com o “Eres um p… racista”, dito cara a cara quatro vezes. E fora de campo numa entrevista contundente, em que dá seu testemunho a favor de Vinicius, em que pede punição, em que se posiciona como uma grande estrela do futebol mundial.

Um símbolo que incomoda

Vini Jr. não é atacado por acaso. Ele incomoda porque vence, porque decide, porque não se cala, porque representa. Porque luta contra o que muitos se calaram. E exatamente por isso, tornou-se também um símbolo global da luta contra o racismo no futebol. O apoio que ele recebe de grandes atletas históricos do futebol mundial não é casual. É empatia. É reconhecimento. É solidariedade. É consciência de que o problema ultrapassa um jogo, um estádio ou uma competição.

Chegou a hora da coerência!

A UEFA e a FIFA estão diante de um teste definitivo.

Ou mostram que suas campanhas não são apenas peças publicitárias ou assumem, de vez, que o sistema ainda protege quem agride.

O futebol não precisa de mais slogans. Precisa de coragem institucional.

E Vini Jr. não precisa provar nada.

Ele já respondeu onde sempre responde: no campo.