Depois de levar um revés na Justiça Catarinense, O Figueirense conseguiu uma espécie de “efeito suspensivo” para tentar reverter uma decisão que pode colocar fim ao processo de Recuperação Extrajudicial, aprovado pela própria Justiça em Dezembro de 2021.

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Goleada sobre o Barra mostra caminhos para o Figueirense

O Figueirense ainda pode recorrer da decisão contrária a ele, que foi expedida na semana do clássico. A novidade agora foi que o TJ Catarinense decidiu esperar. Isso é positivo para o clube. Nenhuma decisão, muito menos de execução vai ser tomada enquanto o Figueirense puder ainda recorrer. É que que ocorre no momento.

Há duas semanas, o TJSC decidiu que havia um erro no quórum mínimo (50% +1) que o Figueirense obteve quando colocou em prática seu plano de recuperação Extrajudicial. Esse quórum mínimo é obrigatório para que qualquer processo de RJ ou RE seja aprovado. Em dezembro de 2021 o Figueirense apresentou os 50%+1 necessários. Mas agora, com base em um recurso de um dos credores, a Justiça entendeu que houve erro. Sem quórum mínimo, sem Recuperação Extrajudicial.

Recuperação Extrajudicial do Figueirense em risco na Justiça Catarinense

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O Departamento Jurídico do Figueirense trabalha para desenhar a nova estratégia de defesa e tentar reverter o processo do curso atual, que poderia levar o clube à falência, com a execução.

Internamente no clube há otimismo em reverter o processo e retomar a Recuperação Extrajudicial como foi aprovada anteriormente. Enquanto isso o Figueirense obteve essa pequena vitória, que é significativa para o momento. Esse “efeito suspensivo” é uma trégua para que o Jurídico do clube possa trabalhar.

Projetos parados

Tem o lado ruim desta questão. Enquanto fica tudo parado na justiça, o que ocorre é que fica tudo parado no clube também. O Figueirense esperava desamarrar o que faltava para conseguir enfim o empréstimo com a JIVE investimentos. Esse empréstimo foi anunciado no final do ano passado e seria uma salvação para o clube.

Com os recursos o clube teria dinheiro para pagar os credores e para fazer investimentos na temporada 2023, na luta para voltar à Série B. Com a indefinição em relação à RE, o empréstimo também fica na espera. E o clube não consegue andar pra frente.

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Arbitragem aprovada

Foram oito rodadas até agora no Catarinense 2023. Até este momento a arbitragem está aprovada. Não há nenhum problema maior que tenha sido reclamado por algum clube. É verdade que agora que a pressão aumenta e que a arbitragem vai ser realmente exigida.

Ramon Abatti Abel teve decisões aprovadas na Comissão de Arbitragem( Foto: Thiago Ribeiro/ Folhapress, arquivo DC)

Um dos lances aprovados pela Comissão de Arbitragem da FCF foi o polêmico gol anulado do Camboriú contra o Figueirense, na vitória de 1 x 0 do time de Camboriú. Em campo Ramon Abatti Abel validou o gol no momento do lance, mas depois resolveu anular, percebendo o sangue no rosto do lateral Elias do Figueirense.

Foi um choque com o meia Gabriel Tonini, que fez o toque de cabeça no ar e marcou o gol.
A FCF avaliou a decisão como correta, entendendo que o choque do braço (cotovelo) fechado de Tonini com o rosto de Elias foi realmente faltoso. De minha parte sigo discordando. Vi gol legal e erro da arbitragem ao anular.

Virada de Mesa

Não por acaso, depois de uma Série B com Cruzeiro, Vasco, Grêmio e Bahia, na reunião do Conselho Técnico da Série A deste ano houve uma tentativa de virada de mesa oficial para redução do número de rebaixados para a segundona. Claro, agora com os grandes de volta, eles tentaram se proteger. Bem espertos!!! A tentativa de virada de mesa foi rejeitada pelos clubes da Série B e afastada pela própria CBF. Mas fica o aviso para os chamados médios e pequenos. Ainda mais em tempos de discussão de Ligas.

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