Chapecoense e Barra fazem na edição 2026 do Campeonato Catarinense uma final inédita na história. Mas a decisão da temporada premia dois clubes que vêm fazendo bom futebol a partir do trabalho de gestão de suas diretorias.
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Barra, o novato que não é mais surpresa
O Barra é uma excelente novidade. Um clube que surgiu há treze e segue trajetória de crescimento sustentável e planejado. Com um investimento invejável em infraestrutura – estimado na casa dos R$ 100 milhões – o Barra construiu CT e estádio nos últimos anos para dar suporte a um projeto que tem base na captação, desenvolvimento e negociação de jovens atletas. Mas a direção do clube entende que os resultados do time profissional são a principal ferramenta de visibilidade para que tudo funcione bem.
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O presidente do clube, Bene Sobrinho, considera que “uma coisa (atração de jovens para o projeto) está ligada a outra (resultados em campo do time profissional)”. Bene revelou, em conversa nesta segunda, que o Barra tem um “cronograma de crescimento”, de objetivos esportivos e metas definidas para os próximos anos” e sabe que só com o crescimento do time profissional pode ganhar visibilidade para cada vez mais ter sucesso com a plataforma de formação e desenvolvimento de atletas.
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Mesmo com metas ambiciosas pela frente, o Barra não gasta mais do que arrecada em termos de receitas. Bene expôs os números do Barra. No ano passado, o time que conquistou a Série D do Brasileiro, tinha folha no futebol em torno de R$ 350 mil. “Este ano, com a valorização dos nossos atletas, a folha está em R$ 600 mil”.
Renascimento da Chapecoense
Os últimos dois anos foram decisivos para a Chapecoense. Dentro de campo, com grandes disputas, como a permanência na Série B em 2024, como a final do Catarinense 2025, e como o acesso à Série A no final do ano passado. Fora de campo com decisões firmes da diretoria executiva, que recolocaram a Chape no caminho certo.
A Chapecoense chegou a ter uma dívida de R$ 200 milhões, comparável as dívidas recentes de Avaí e Figueirense. Mas diferentemente da falta de ação da dupla da capital, com vaidades e seus embates políticos e institucionais, a Chapecoense conseguiu unir forças e fez.
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Comandada pelo presidente Alex Passos, a Chapecoense fez a Recuperação Judicial sair do papel e, mais do que isso, teve o processo encerrado com os pagamentos devidos. Hoje a Chape está com as finanças em ordem, com dívida residual diluída em 10 anos, com salários em dia e dinheiro para investir. Um exemplo disso foi a recente contratação com pagamento à vista do atacante Garcez junto ao Avaí.
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Além de tudo isso, a volta da identidade trouxe o torcedor de volta às arquibancadas da Arena Condá. Com um departamento de futebol que tem história no clube, com João Carlos Maringá e Rafael Lima, e com a comissão técnica do histórico Gilmar Dal Pozzo, a Chapecoense voltou a ter resultados, identificação e casa cheia. A Chape chegou à marca de 15 mil sócios no início deste ano.
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Uma final exemplar
O resultado é o campo que vai apontar. Mas o futebol catarinense vai assistir a uma final entre clubes que deram certo, que têm feito aquilo que é certo e devem servir de exemplo para os outros concorrentes do futebol catarinense.















