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Dura realidade

Ninguém mais aguenta a Seleção de Tite

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Faraco
Por Faraco
16/11/2019 - 08h00
Tite comanda a Seleção em Riade, na Arábia Saudita, em derrota para a Argentina ( Foto: divulgação/CBF )
Tite comanda a Seleção em Riade, na Arábia Saudita, em derrota para a Argentina ( Foto: divulgação/CBF )

O exercício mais difícil nesta sexta-feira foi ficar à frente da TV para acompanhar o amistoso do Brasil com a Argentina. A Seleção mostrou um futebol pobre, burocrático, sem intensidade e perdeu para uma Argentina que jogou fechada, com muita raça, explorando o jogo de transições rápidas e “bola no Messi”.

Tite insiste com nomes como o atacante William, o volante Casemiro, o atacante Gabriel Jesus, os laterais Danilo e Alexsandro. William vive bom momento no Chelsea, mas é o típico jogador de clube. Já disputou duas Copas e quando mais se precisa dele, mais ele some. Casemiro é um volante duro, bom na marcação e na liderança, mas sem mobilidade, sem passe, sem intensidade. É preciso e é possível melhorar a posição. Os laterais não são o que de melhor há para as posições. E Gabriel Jesus vive uma eterna má fase, desde a Copa do Mundo. Não dá pra entender que seja titular absoluto da Seleção e seja o batedor de pênaltis - aliás, na rodada mais recente da Champions League, ele perdeu um pênalti para o Manchester City, que custou o empate da equipe com o Atalanta, da Itália.

Tite perdeu o ano, apostando no passado, como escrevi outro dia. Está sendo atropelado e não tem um ótimo time para começar as Eliminatórias, no ano que vem. Poderia ter, porque tem ótimos jogadores.

Alguns atletas estão voando e precisavam ser utilizados. Fabinho é um deles. Titular e em excelente fase no Liverpool, não há mais justificativas para não ser o dono da camisa 5 amarelinha. Os jogadores do Flamengo também tinham que ser aproveitados. Rodrigo Caio, Gabigol, Bruno Henrique e Gérson teriam lugar neste time. O atacante Rodrygo chegou chegando no Real Madrid, mas, na Seleção, Tite acredita que ele precisa de uma interminável adaptação. É o típico argumento que não cabe.

Tite está cansando todo mundo. Até Messi mandou ele calar a boca durante o jogo. O treinador está muito preso a conceitos que não se aplicam à Seleção, como hierarquia, que dá a alguns jogadores uma condição de titular. Seleção, mais do que qualquer outra coisa é momento.

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Rodrigo Faraco

Colunista

Faraco

Jornalista e comentarista esportivo, sempre atento ao que acontece especialmente no futebol catarinense, faz análises e bastidores dos times do Estado.

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