nsc
nsc

publicidade

Equilíbrio em 2020

O Catarinense mais aberto das últimas duas décadas

Compartilhe

Faraco
Por Faraco
03/12/2019 - 10h22 - Atualizada em: 03/12/2019 - 11h49
Avaí é o atual campeão Catarinense, mas entra 2020 com orçamento mais baixo (Foto: Tiago Ghizoni, Diário Catarinense)
Avaí é o atual campeão Catarinense, mas entra 2020 com orçamento mais baixo (Foto: Tiago Ghizoni, Diário Catarinense)

Desde 2001 o futebol de Santa Catarina não fica sem um representante na Série A. São 18 edições de Campeonato Brasileiro, com pelo menos um time catarinense entre os 20 melhores do país.

Em 2020 não vai haver nenhuma equipe do estado no Brasileirão. E isto tem impacto direto no estadual.

O Catarinense 2020 vai ser o campeonato mais aberto das últimas duas décadas, também por este motivo.

Geralmente, o time que está na Série A é o que tem o favoritismo. E isso, na maioria das vezes, se confirma em campo.

O dado é bem simples: foram 18 estaduais desde 2002 e somente em cinco edições o campeão não foi um clube que estava na Série A da mesma temporada.

Os cinco “furões” foram o Criciúma de 2005, que estava na Série B, a Chapecoense de 2007, que ainda era um time que lutava ano a ano para entrar na última divisão nacional – na época não havia Série D ainda -, a Chapecoense de 2011, que estava na Série C, o Avaí de 2012, na Série B, e, por fim, o Figueirense de 2018, que também estava na Série B.

Neste mesmo período, 13 vezes um time de Série A venceu o estadual. Os campeões de Série A são:

Figueirense – 2002 Figueirense – 2003 Figueirense – 2004 Figueirense – 2006 Figueirense – 2008 Avaí – 2009 Avaí – 2010 Criciúma – 2013 Figueirense – 2014 Figueirense – 2015 Chapecoense – 2016 Chapecoense – 2017 Avaí – 2019

Dois fatores são fundamentais pra isso.

O primeiro deles é o orçamento. Ter poder de investimento maior faz muita diferença na qualidade da equipe e na estrutura do clube.

O segundo é a sequência de trabalho. Geralmente, na virada de um ano pra outro, o acesso ou a permanência tornam a transição mais simples. Cito o Avaí de 2008 para 2009. O time era muito bom em 2008, subiu para Série A e ficou ainda mais forte para 2009. Ou ainda, o Figueirense de 2013 para 2014, com capacidade maior de investimento.

O exemplo contrário também foi o Figueirense, entre os anos de 2011 e 2012. Em 2011 tinha um timaço, fez uma das melhores campanhas de uma equipe catarinense em Brasileiros, e entrou no estadual do ano seguinte como superfavorito. Mas perdeu a final para o Avaí, que vinha fazendo uma reestruturação financeira e esportiva. Mas, neste caso, entraram fatores como a rivalidade histórica entre os clubes, ou as lesões do Figueirense na reta final – a dupla de ataque, Aloísio e Júlio César ficou fora das finais – e o fator Cléber Santana, jogador que desequilibrou as decisões vestindo a 10 do Avaí.

O Catarinense 2020 não tem favorito. Todos os clubes grandes estão passando por reformulações, ou esportiva, ou financeira, ou as duas questões juntas. E ninguém tem orçamento de Série A.

Deixe seu comentário:

Rodrigo Faraco

Colunista

Faraco

Jornalista e comentarista esportivo, sempre atento ao que acontece especialmente no futebol catarinense, faz análises e bastidores dos times do Estado.

siga Faraco

Últimas do colunista

Loading interface...
Rodrigo Faraco

Colunista

Faraco

Jornalista e comentarista esportivo, sempre atento ao que acontece especialmente no futebol catarinense, faz análises e bastidores dos times do Estado.

siga Faraco

publicidade

publicidade

Mais colunistas

    publicidade

    publicidade

    Mais colunistas