A segunda fase do Campeonato Catarinense 2026 já começa quebrando qualquer lógica de análise e de projeção inicial. Logo nas quartas de final, Chapecoense e Criciúma, dois times que iniciaram o ano com rótulo de favoritos ao título, se enfrentam no maior confronto desta fase e de forma precoce na competição.

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É aquele clássico cenário de campeonato curto: o mata-mata não espera, não respeita projeção. Era m duelo que poderia ser a final. Um dos principais candidatos cai cedo e isso muda completamente o desenho da competição.

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Chapecoense em curva ascendente

O time de Gilmar Dal Pozzo chega em melhor momento. A Chapecoense cresceu quando mais precisava crescer.
A goleada por 6 a 0 sobre o Joinville não foi apenas placar elástico: foi afirmação. Soma-se a isso a confiança trazida do cenário nacional, com a vitória por 4 a 2 sobre o Santos na estreia do Brasileiro.
É um time que hoje transmite mais solidez, intensidade competitiva e sensação clara de evolução coletiva.

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Criciúma ainda devendo futebol

O Criciúma foi competitivo ao longo da primeira fase, mostrou qualidade individual, mas não conseguiu fazer uma grande apresentação no Catarinense.
Faltou fluidez, faltou domínio de jogo, faltou aquela atuação que confirma o status de candidato ao título.
Tem elenco, tem camisa e tem peso suficiente para bater de frente com a Chapecoense, mas, para avançar, vai precisar entregar mais futebol do que entregou até aqui.

O lado mais pesado da chave

Quem sobreviver desse confronto já sabe que o caminho não será mais leve. O possível adversário na semifinal é o Brusque, time cascudo, competitivo e absolutamente capaz de jogar de igual para igual com qualquer um.
Este é o lado mais pesado da chave, onde ninguém passa ileso.

Do outro lado, o Avaí desponta

O Avaí tem um favoritismo construído com bom futebol e evolução no jogo a jogo. Na outra metade do chaveamento, o Avaí surge como o grande candidato a chegar na final.
Atual campeão catarinense, o Avaí mostrou organização, maturidade competitiva e uma primeira fase consistente. São atributos que pesam muito em mata-mata estadual. O time de Cauan de Almeida foi se desenvolvendo durante as partidas e teve ponto alto de competitividade e organização diante do Figueirense e da Chapecoense.

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Caminho complicado, mas possível

O desafio inicial não é simples. O Camboriú foi uma das boas surpresas da primeira fase, com identidade clara e desempenho acima das expectativas.
Mesmo assim, o Avaí entra como principal candidato, tanto nas quartas, quanto contra os possíveis adversários de eventual semifinal: Barra ou Santa Catarina.

Um campeonato mais aberto

Esse cruzamento antecipado entre os favoritos, Chapecoense e Criciúma, deixa o Catarinense 2026 mais suscetível a surpresas.
Santa Catarina e Camboriú fizeram campanhas muito sólidas e chegam fortalecidos emocionalmente. São coadjuvantes que podem complicar.
E o Brusque é o típico time que cresce em mata-mata: competitivo, organizado e desconfortável para qualquer adversário.

O Catarinense entra na eliminatória com jogo com cara de decisão. Um favorito cai cedo, o Avaí observa do outro lado com atenção, e o campeonato ganha aquele tempero que só o estadual curto consegue oferecer: erro zero, margem mínima e emoção máxima.