Cravar que Tite vai dar certo ou que ele vai dar errado no Flamengo é exercício de adivinhação. O que se pode fazer é tentar entender o cenário atual e analisar prós e contras. O ponto de partida é que a contratação do treinador, anunciada nesta segunda-feira, é a união de um técnico e uma comissão técnica de excelência, com um grupo de jogadores de excelência. E por quais motivos isso poderia não dar certo?

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É OFICIAL: Flamengo anuncia Tite como novo técnico para a temporada

Se trata de futebol e de Flamengo, então os caminhos não são tão simples. Esse grupo de excelência do rubro-negro não ganhou nada este ano. Mas tudo também vai da exigência do tamanho de um Flamengo. Pra muitos times, ser finalista da Copa do Brasil, estar entre os primeiros do Brasileirão e ter alcançado as oitavas de Libertadores seria suficiente. Pra o Flamengo atual é inaceitável. E daí vem a primeira barreira do “Tite vai dar certo?” – ele tem que vencer!

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Para o torcedor do Flamengo, tirando a idolatria contraída com Jorge Jesus, que virou Deus (sem trocadilho) para os rubro-negros, técnico bom é aquele que ganha. Tite vai dar certo se ganhar, se fizer o Flamengo erguer taças novamente. Mais até que jogar bem e ofensivamente, coisas que estão no DNA do clube e no imaginário da torcida (que o Flamengo tem que jogar ofensivamente, bem e ser vencedor).

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E Tite tem seus desafios profissionais também. Voltar a ser técnico de clube é descer degraus do altar de estar trabalhando com a Seleção Brasileira em duas Copas do Mundo. E tem o dia a dia. Na Seleção desde 2016, Tite treinava durante períodos curtos. No Flamengo vai ser todo dia, com estresses que envolvem a preparação e administração de um time de estrelas – alguns que se acham donos do clube pelas conquistas dos últimos anos.

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Tite já mora no Rio e já conhece o jeito de ser do carioca pelos anos de Seleção Brasileira. Quanto mais cedo ele vestir a camisa rubro-negra e entender também o jeito de ser do flamenguista, mais chances ele tem de ter sucesso. Para o flamenguista, se Tite começar colocando o Flamengo em primeiro lugar em importância, deixando Seleção e Corinthians no passado, mais importa. 

Se seguir essa cartilha nada simples de “flamengabilidades”, Tite vai bem. O somatório de tudo isso pode fazer o treinador ultrapassar o desafio e vencer as dificuldades de um time que roda pelo menos dois técnicos por ano, de um clube em que até pensamento vaza pra imprensa, de trabalhar com uma direção atrapalhada. Derrubando todas essas dificuldades, quem sabe Tite ouça um Grito de “olê, olê, olêêê… Titêê, Titêêê” no Maracanã no final do próximo ano. 

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