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Faraco

Greve

Uma segunda-feira dura para o Figueirense

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Por Faraco
16/07/2019 - 00h06 - Atualizada em: 16/07/2019 - 00h07
Foto: Kadu Reis/CBN Diário
Foto: Kadu Reis/CBN Diário

O início da semana tinha tudo pra ser extremamente positiva, depois da estrondosa vitória de goleada sobre o América-MG. Mas de manhã já veio a primeira notícia ruim. Por conta dos salários atrasados, os jogadores decidiram não treinar – uma segunda manifestação deles neste sentido. A primeira foi a decisão de não concentrar para a decisão da Recopa. Muito legítimo, afinal eles vêm sendo extremamente profissionais como grupo de jogadores, honrando as cores do Figueirense em campo. A vitória de sábado mostrou uma equipe muito comprometida com o clube e a torcida. Aliás, o torcedor, nas redes sociais, respaldou a decisão dos atletas de reclamar dos atrasados.

Há algum tempo os problemas desta gestão vem sendo expostos e cobrados. Como tenho escrito, é preciso separar. Uma coisa tem sido o Figueirense do Hemerson Maria pra baixo, com uma blindagem fantástica e um profissionalismo acima da média. Outra coisa é a gestão da empresa que toca o futebol do Alvinegro, que tem mostrado uma falta de capacidade enorme, que começa a atrapalhar o projeto da temporada 2019.

Denúncia pesa e ameaça a campanha dentro do campo

Pra piorar a segunda-feira alvinegra, a informação de que o STJD recebeu uma denúncia do Ministério Público do Trabalho em Santa Catarina por conta de atrasos salariais e descumprimento de acordos trabalhistas com 105 funcionários, entre eles, atletas e treinadores. Segundo a informação do colega Wellington Campos, que cobre o dia a dia da CBF para a rádio Itatiaia, a denúncia pode fazer o Figueirense perder pontos na Série B do Campeonato Brasileiro. Mas pelo que apurei, há um longo caminho para que isso aconteça.

O primeiro passo é que o próprio STJD precisa analisar a questão e decidir se é procedente ou não para, então, acatar a denúncia e abrir um processo contra o clube da Capital. Segundo o ex-presidente do TJD-SC, Mário Bertoncini, “a princípio, só se os próprios atletas entrassem cada um com uma queixa no Superior Tribunal de Justiça Desportiva para, segundo a Lei Pelé, haver algum resultado nesse sentido. Ocorre que o Ministério Público pode substituir, em alguns casos, essa reclamação direta. Então, talvez isso vá para frente. Mas o Figueirense pode tentar fazer um acordo para pagamento e arquivamento desse processo’’.

Mesmo assim, é o típico caso em que a falta de gestão acaba ameaçando o que o futebol tem feito dentro de campo. O Figueirense, instituição quase centenária, como uma história que orgulha o seu torcedor, não precisava viver dias como este. Lamentável.

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