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    Política

    Fórum de Turismo também repudia secretário da Fazenda de Santa Catarina

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    Por Moacir Pereira
    24/08/2019 - 20h06

    O Fórum de Turismo da Grande Florianópolis divulgou nota oficial de repúdio contra o secretário da Fazenda do governo de Santa Catarina, Paulo Eli, por declarações que considerou desrespeitosas e levianas.

    A exemplo da CDL de Florianópolis, que também emitiu nota de repúdio contra o secretário, o Fórum enfatiza que o setor não é integrado por sonegadores como generalizou o secretario.

    Confira a nota na íntegra:

    "Nota oficial

    O Fórum do Turismo da Grande Florianópolis - Fortur, órgão que reúne e representa duas dezenas de entidades ligadas aos segmentos de turismo e serviços de Florianópolis, vem a público repudiar a postura e as palavras desrespeitosas do secretário estadual da Fazenda, Paulo Eli, em entrevista concedida ao jornalista Renato Igor.

    No microfone da rádio CBN, o secretário, funcionário público, não se limitou a desrespeitar milhares de empresários, vários deles de micro e pequeno porte, que passam horas na cozinha ou no balcão para sustentar a família e gerar empregos. De forma leviana, o representante do Governo do Estado tratou esses mesmos milhares de cidadãos como criminosos. As generalizações costumam ser inadequadas e equivocadas - e devem ser evitadas sob risco de soarem irresponsáveis.

    Além disso, de seus representantes o cidadão espera serenidade e bom senso - nunca bravatas. O setor produtivo não é formado por irresponsáveis que envenenam aqueles que os cercam nem por sonegadores contumazes. A realidade, como deveria saber o secretário Paulo Eli, é diferente.

    Esmagados por uma carga tributária que representa um terço do PIB - e que só faz crescer para manter em funcionamento a gigantesca máquina pública -, milhares de empreendedores trabalham dia e noite e chegam ao fim do mês com ganhos inexpressivos, na maior parte das vezes suficientes apenas para pagar um modesto salário para eles próprios. Esses cidadãos merecem respeito - e não é admissível que tenham de carregar sobre os ombros a pesada e vergonhosa pecha de sonegadores sobre eles despejada por um servidor público."

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