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Entrevista

"Se eleito, Bolsonaro não pode lotear o governo", diz Esperidião Amin (PP)

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Por Moacir Pereira
23/10/2018 - 04h00 - Atualizada em: 23/10/2018 - 09h09
Amin
(Foto: )

O que pode acontecer na eleição de domingo?

Temos um cenário de bipolarização, que fez desaparecer os outros candidatos no primeiro turno. Há um pró e um anti. Mas é da democracia.

 

O senhor acha que o Brasil corre risco com Bolsonaro presidente?

A radicalização já existe. Mas aposto que vai tomar os caminhos que a Democracia nos impõe.

 

Por quê?

Porque o Jair Bolsonaro tem sete mandatos de deputado federal. Este é o grande mérito dele, experiência na Câmara.  

 

O que o senhor tem sugerido a ele nos últimos dias?

Primeiro, não lotear o governo. Sei que não vai ser fácil, mas ele me garantiu que sustentará a tese. O fato de anunciar ministros antes – que o Merisio está fazendo em Santa Catarina – esclarece para os eleitores qual o padrão que quer alcançar. Bolsonaro caminha para não fazer o loteamento do governo. Está impedindo que o eleitor seja enganado e dá garantias de que não haverá loteamento. Se eleito, ele não pode lotear o governo.

 

E aqui em Santa Catarina?

Temos um outro cenário. Todos conhecemos os méritos e os defeitos dos candidatos presidenciais. Mas isto não ocorre no Estado. Não falo mal de candidato. Vou votar no Merisio, como votei no Bolsonaro. Constato que faltam à sociedade catarinense elementos para comparação. Você tem um nome nacional, expressa num número, e uma pessoa, a meu ver inatacável, que é um número. Ser governador é um pouco mais do que ser um número. 

 

Mesmo eleito o senhor continua em campanha...

Continuo em campanha porque é do meu caráter. Eu queria ser candidato a governador, mas aceitei esta coligação. Não tenho nenhum motivo para desonrar o compromisso assumido na coligação. Estou hoje mais do que convencido de que a chapa João Paulo Kleinubing de vice e Gelson Merisio representa não só experiência, mas um programa definido que poderá ser cobrado por todos nós: extinção de cargos comissionados e das secretarias regionais, planos para segurança e saúde e nitidez de posição, como o caso da Secretaria de Segurança. Um nome do Gaeco e outro da Lava-Jato. Tem nitidez maior do que essa? Já o oponente é um candidato sem definição própria. E há evidência de influência do comando do MDB, que causou os maiores problemas de Santa Catarina. Será que o candidato sabe o que é Letras do Tesouro, operação da Invesc, o escândalo da SC-401. Como o governo pagará R$ 20 bilhões destes escândalos todos herdados do MDB, que o apoia?

 

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Principal nome do jornalismo político catarinense, é respeitado pela classe assim como nos campos empresarial e jurídico. A exclusividade de suas notícias se reflete na sua credibilidade.

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