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    Mercado de trabalho

    Blumenau perdeu mais empregos em abril do que todo o ano de 2015, no auge da crise econômica

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    Por Pedro Machado
    08/06/2020 - 08h25 - Atualizada em: 08/06/2020 - 08h31
    Carteira de trabalho
    Foto: Luís C. Kriewall Filho, Especial, BD

    Nenhum setor da economia blumenauense escapou das consequências da pandemia do novo coronavírus. Uma análise mais aprofundada dos dados do novo Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged) referentes a abril, divulgados pelo Ministério da Economia, revela que todos os segmentos tiveram saldo negativo na geração de empregos. A única exceção foi a categoria administração pública, defesa e seguridade social, com criação de 13 novas vagas.

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    O primeiro mês cheio sob os efeitos da crise foi devastador para o mercado local. Foram 5.771 vagas de trabalho formais — cerca de 6 mil somando março —, aquelas com carteira assinada, eliminadas. Para se ter uma noção do tamanho do estrago, este volume é superior ao saldo negativo acumulado em todo o ano de 2015, auge da crise econômica no país que minou o governo Dilma Rousseff e resultou em um impeachment em 2016.

    A indústria de transformação foi o segmento mais afetado. Viu evaporarem 2.847 postos de trabalho em abril. Em muitos casos, as demissões se confirmaram após o fim das férias coletivas concedidas por várias fábricas a partir da segunda quinzena de março, quando saiu o primeiro decreto do governo do Estado que implementava a quarentena. 

    Os desligamentos acabaram sendo a alternativa para muitas empresas mesmo com a possibilidade de redução de jornada e de salários de trabalhadores, muito em função da falta de perspectiva para o fim da pandemia à época – um cenário que não mudou tanto desde então.

    Como efeito cascata, a situação se refletiu no comércio (que inclui também oficinas mecânicas). O setor perdeu 1.025 vagas em abril, o segundo pior resultado entre os segmentos em abril. As lojas de produtos não essenciais ficaram um mês paradas e ainda tiveram de encarar um consumidor mais receoso em gastar.

    Atividades administrativas e serviços complementares (-564), alojamento e alimentação (-401), transporte, armazenagem e correio (-237), construção (-181) e saúde humana e serviços sociais (-144) foram outros segmentos com perdas significativas de empregos em abril.

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