Funcionários da Coteminas cruzaram os braços e paralisaram as atividades em Blumenau em protesto por conta de salários atrasados. Faixas com cobranças ao empresário Josué Gomes, presidente da companhia, foram estendidas em frente ao portão da fábrica no bairro Garcia.

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O Sintrafite, que representa os trabalhadores da indústria têxtil, alega que os vencimentos deveriam ter caído na conta dos funcionários no último dia 6. Mas, até esta quarta-feira (10), o dinheiro ainda não havia pingado. O sindicato diz que o movimento atinge todos os setores. A Coteminas tem cerca de 300 funcionários em Blumenau.

O advogado Osmar Packer, do Sintrafite, disse à coluna que o problema tem sido recorrente. Segundo ele, desde 2023, em apenas dois meses a Coteminas pagou os salários em dia. À entidade, a empresa teria se comprometido a quitar os vencimentos até sexta (12).

A Coteminas vive momento financeiro conturbado, com dívida estimada em R$ 2 bilhões. A companhia têxtil, que atua em Blumenau desde que comprou a antiga Artex, no início dos anos 2000, está em recuperação judicial e em maio teve o plano de reestruturação homologado pela Justiça.

A proposta de reestruturação prevê a venda de imóveis industriais, com formação de unidades produtivas isoladas nos estados de Minas Gerais, Paraíba e Rio Grande do Norte. Não há, no documento, menção a uma possível alienação da fábrica da empresa em Blumenau, o que sugere que a operação catarinense será estratégica na tentativa de retomada.

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Veja fotos da paralização em protesto