Vencedor da concessão da Prainha, o Restaurante Moinho já tem uma ideia inicial de como pretende explorar uma das mais icônicas áreas de lazer de Blumenau. O empresário Leandro Caramori disse à coluna que um dos principais objetivos é fazer com que o espaço tenha eventos, shows e agendas culturais todos os fins de semana. É uma forma de atrair gente, mas segundo ele, também de resgatar a vocação da Prainha.

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Caramori também já estuda a possibilidade de instalar um pequeno bar ou choperia no local. O edital de concessão abre margem para a exploração de um quiosque ou operação gastronômica na Prainha.

— Estamos vendo várias possibilidades, conversando com investidores. Mas a ideia é fazer tudo com pé no chão — diz ele.

Antes disso, porém, o trabalho deve se concentrar na recuperação de alguns pontos da Prainha que já estão degradados, apesar de o espaço ter sido reinaugurado há menos de um ano. No momento, Caramori está finalizando levantamentos de custos de luz, água, segurança e zeladoria – a manutenção, agora, caberá ao concessionário, que também precisará pagar aluguel de R$ 8 mil.

O edital estabelece ainda a construção de novos banheiros públicos – o acesso ao local continuará gratuito. Além disso, Caramori diz que há a possibilidade de instalação de um pequeno museu junto ao Vapor Blumenau. Já há conversas com possíveis interessados.

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O fato de a Prainha ser “vizinha” do restaurante vai proporcionar sinergias e ajudar a reduzir custos, projeta o empresário. Caramori enxerga a concessão mais como uma contribuição social do que propriamente um novo negócio.

— A gente resolveu assumir o desafio de ter esse cartão-postal vivo — diz.

O prazo de concessão da Prainha é de 20 anos. Além de assumir a gestão da área, que tem mais de 9 mil metros quadrados, o Moinho pagará ao município R$ 1,92 milhão ao longo do período da concessão.