O “sujinho” mais famoso de Blumenau amanheceu de portas fechadas nesta quarta-feira (1º), e assim permanecerá por algum tempo. A Sorveteria Schmitt paralisou temporariamente as atividades para mudar. O tradicional ponto de cerca de 40 metros quadrados em frente ao Hospital Santa Isabel vai passar por uma ampla reforma nas próximas semanas. Quando reabrir, a sorveteria deve ter o dobro do tamanho atual e um cardápio reforçado com novas opções.

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Essa nova fase do empreendimento que é tido como um patrimônio da cidade será liderada por David Schmitt, neto de seu Euzébio Schmitt, o fundador, que faleceu em 2022. A sorveteria não é uma novidade para ele, que cresceu trabalhando com o avô e o pai e desde 2016 toca uma filial em Gaspar – cidade em que ele também comanda uma hamburgueria, uma pizzaria e um gastrobar.

Uma tia estava à frente da operação de Blumenau e avisou que não tinha mais interesse em continuar. Para manter o legado e evitar que algum “estranho” assumisse o negócio, David negociou o ponto “que sempre foi do vô” para mantê-lo em família.

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— Vamos mudar a estrutura, o layout, as paredes e a posição da cozinha. E teremos uma ampliação para comportar mais mesas — promete.

A sorveteria ocupa hoje o que é uma garagem e o porão de uma casa no número 231 da Rua Floriano Peixoto. David já se acertou com a proprietária do imóvel para pegar uma sala e dois quartos da edificação, que fica nos fundos. Depois da reforma, isso tudo deve ser integrado. Ele estima um investimento de pelo menos R$ 500 mil. A expectativa é que a obra esteja pronta entre setembro e outubro.

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Com mais espaço, o Schmitt também vai ampliar cardápio, mas sem abrir mão da tradição, promete o herdeiro. Sabores hoje disponíveis apenas em Gaspar – pistache, brownie com Nutella, cheese cake e amora com doce de leite, entre outros – vão se juntar a clássicos como o manjericão com limão. As receitas não mudam e a essência do sorvete natural permanece, garante David.

Além das casquinhas – o Schmitt chega a vender até 15 mil por mês no verão –, o empresário quer acrescentar um bufê de sorvetes, opções de açaí e milk shakes, mais salgados e saladas de frutas, algo semelhante ao que já existe na filial de Gaspar. Pensa até em almoço com prato feito, de olho no movimento do outro lado da rua que vem do hospital, e em delivery de sorvete.

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— Não é “gourmetizar” a sorveteria, é trazer um conceito diferente. Passei por isso (falaram da “gourmetização”) quando eu abri em Gaspar. Eu tive esse receio. Mas o pessoal, no fim, é apreciador do sorvete, que não muda — acredita.

Relembra a história do Schmitt