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Ponto final

Sem dinheiro, ônibus elétrico da UFSC deixa de rodar 

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Por Renato Igor
14/01/2020 - 09h50 - Atualizada em: 14/01/2020 - 15h42
Ônibus elétrico operou por três anos em Florianópolis (Foto: UFSC/ Divulgação)
Ônibus elétrico operou por três anos em Florianópolis (Foto: UFSC/ Divulgação)

Sem recursos, o ônibus elétrico desenvolvido pela UFSC está sem rodar desde o início do ano. O projeto, desenvolvido pelo Grupo de Pesquisa Estratégica em Energia Solar da Universidade Federal de Santa Catarina, permitiu que o veículo rodasse durante três anos numa linha direta gratuita do campus da universidade, no bairro da Trindade, até o Sapiens Parque, no Norte da Ilha de Santa Catarina.

Nesse período, foram 120 mil quilômetros percorridos, o que corresponde a três voltas ao mundo. Por ser um projeto de pesquisa, todas as 5 mil viagens eram gratuitas e atendiam, via pré-inscrição, a comunidade acadêmica, trabalhadores e moradores da região.

Por que parou ?

O financiamento do projeto era do Ministério da Ciência e Inovação e contava com R$ 135 mil/ano, dinheiro suficiente para o pagamento de dois motoristas e a manutenção do veículo. O contrato expirou em agosto de 2019. Os pesquisadores fizeram um crowdfunding, uma vaquinha virtual, mas o recurso arrecadado foi suficiente apenas para esticar a operação até o final do ano.

— Com este Governo Federal está tudo muito difícil, inclusive foi extinta a secretaria de inclusão social. Nós já estamos em tratativas com empresas do setor privado para tentar retomar o projeto — explica o coordenador do Laboratório de Energia Fotovoltaica da UFSC, Ricardo Ruther.

O veículo tem autonomia para rodar 70 quilômetros e custou cerca de R$ 1 milhão. O eBus fazia cinco viagens por dia, tem 38 lugares em poltronas confortáveis, possui mesas de reunião, tomadas 220V e USB, ar-condicionado e wi-fi. Os motoristas já receberam o aviso prévio.

Lamentável

É lamentável que esse projeto de pesquisa tenha essa descontinuidade. A perda para a sociedade é grande. Passageiros, agora sem o serviço, ficam mais propensos a usar o transporte individual, o que é ruim para a crítica mobilidade urbana de Florianópolis. Perdemos um veículo que não lançava gases poluentes no ar e um veículo que divulgava a produção acadêmica das UFSC.

Ouça a entrevista de Ricardo Ruther ao Estúdio CBN Diário desta terça (14):

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Apresentador e comentarista na CBN Diário e NSC TV, Renato Igor faz análises e traz as notícias sobre o que acontece em Santa Catarina e o que influencia os rumos do Estado.

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