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    45 ANOS 

    Eu, a ponte e o futebol

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    Roberto
    Por Roberto Alves
    07/03/2020 - 07h00
    Ponte Colombo Salles
    Ponte Colombo Salles. (Foto: Diorgenes Pandini / Diario Catarinense)

    O Dia Internacional da Mulher marca a passagem dos 45 anos de construção da Ponte Colombo Salles. Veio para desafogar o trânsito, intenso também em dias de futebol a partir do ingresso de Santa Catarina no Campeonato Nacional, em 1973. Com a presença de grandes times do país na cidade, a travessia da Ilha para o Estádio Orlando Scarpelli durava perto de duas horas.

    O então governador Colombo Salles, que resistiu à colocação do nome dele na ponte, foi à Confederação Brasileira de Desportos (CBD, atual CBF) e com o então presidente João Havelange colocou o Estado no nacional, a partir da terceira edição.

    O projeto original da nova ponte foi podado no Departamento Nacional de Estradas de Rodagem (DNER, hoje Dnit), cujo diretor-geral acabou vindo à inauguração representando o ministro Mário Andreazza, dos Transportes, o mesmo que havia cortado pistas do projeto original. Olimpicamente foi ignorado enquanto Colombo Salles passava às mãos da primeira Dama Dayse Salles a tesoura para o corte da fita inaugural. Eliseu Resende virou as costas e foi direto para o aeroporto enquanto o governador desfilava com a Brasília placas 0001, que havia ganhado de presente dos funcionários do palácio do governo.

    Passados 45 anos, hoje olhamos com alguma tristeza para o abandono que vive a ligação ilha-continente. E tive a coragem de convidar o governador para uma cerveja, pois estava aniversariando, e alguém me disse que a inauguração naquela data era uma homenagem a este colunista. Eu, hein?

    Aconteceu

    Em 1972, consegui levar o governador a um programa de esportes na TV Cultura, aproveitando a sensibilidade para o esporte. Invocamos a importância da presença na CBD para que, com os presidentes de Avaí, Fernando Bastos, e do Figueirense, José Mauro Ortiga, conseguisse uma vaga para SC. Ele foi, convidou Havelange então presidente da confederação, a vir a Florianópolis.

    Em 1973, o Figueirense debutou entre os 40 participantes do Brasileirão. Acabou em 35º lugar, com cinco vitórias, 11 empates e 12 derrotas. Em 1974, quem representou o Estado entre os 40 foi o Avaí. Não teve melhor sorte: 39º lugar, com duas vitórias, três empates, 14 derrotas. Melhor foi o Figueirense em 1975, 21º colocado entre 42 participantes. Em 1976, pela primeira vez, Avaí e Figueirense jogaram juntos.

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