Ação judicial do MP cobra recuperação da Cidadela Cultural de Joinville

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Causas do incêndio ocorrido na Cidadela ainda estão sendo apuradas (Foto: Reprodução)

O Ministério Público de Santa Catarina foi à Justiça para cobrar a recuperação da Cidadela Cultural Antarctica, atingida por incêndio há dez dias. O incidente atingiu um dos prédios sem uso e as causas ainda estão sendo apuradas. A ação apresentada pela 14ª Promotoria de Justiça quer liminar para que sejam executadas obras de reparo emergencial em todas os prédios do complexo. O pedido é para que os trabalhos iniciem em até 30 dias após a liberação pela perícia e sejam concluídos em até seis meses. Há mais solicitações do MP. A ação está em análise na 2ª Vara da Fazenda Pública.

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Na ação, o MP faz um histórico do imóvel comprado pela prefeitura de Joinville em 2001 com propósito de transformação em complexo cultural, plano jamais cumprido. “Em todo esse período, o Município de Joinville, além de não providenciar a destinação inicialmente prevista ao imóvel, omitiu-se no dever de preservar o patrimônio histórico, artístico, cultural e paisagístico, pois o ente público municipal não tomou medidas concretas no sentido de resguardar a integridade das edificações, as quais chegaram a ficar longo período em situação de abandono”, alegou o promotor Glauco Riffel.

As condições da Cidadela motivaram inquérito civil aberto em 2015 pelo MP com cobranças de recuperação das edificações. Foi tentado acordo com a prefeitura, sem sucesso. Foram lembrados episódios de interdições e notificações para a retirada dos entulhos.

“No entanto, apesar das alegações, nada de concreto foi feito, e os edifícios tombados continuaram se deteriorando, até culminar no incêndio de 19 de março”, aponta a ação do MP. Após o incêndio, houve novas tratativas da promotoria para fechar acordo com a prefeitura, mas, neste momento, o município considerou inviável, embora não descarte composição no futuro.

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OS PEDIDOS DO MP NA AÇÃO

Recuperação emergencial das edificações da Cidadela, com início dos trabalhos em até 30 dias após as perícias e conclusão em até 180 dias

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Retirada de materiais inflamáveis e limpeza do local

Apresentação e execução de plano de restauro de todo o conjunto, com manutenção das características à época do tombamento, em setembro de 2010

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Elaboração, apresentação e aprovação de projeto preventivo de incêndio junto aos bombeiros militares

Instalação de sistema de monitoramento para a segurança, além de manutenção ou ampliação da equipe de vigilância

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Apresentação e aprovação de plano para a implantação de centro de cultura, turismo e lazer

Proibição de demolição ou qualquer outra intervenção que “possa causar risco ao bem tombado ou alteração das características histórico-culturais da edificação, nem permitir que terceiro o faça”

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Não reduzir o nível de preservação estabelecido no ato de tombamento da Cidadela