A preparação das 280 mil mudas previstas para o replantio de restinga nas praias de Itapoá envolve uma série de etapas, em trabalho desenvolvido por empresa contratada para atendimento das condicionantes ambientais do alargamento de praias. Até agora, 39 mil mudas foram plantadas em segmentos da orla já alargados. O replantio ocorre para auxiliar na fixação e estabilidade das dunas, o que ajuda no enfrentamento da erosão costeira.

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A recomposição costeira em Itapoá está sendo feita com parcela da areia retirada da dragagem do canal externo da baía da Babitonga. A contratação dos serviços foi feita pelo Porto de São Francisco do Sul, em investimento de R$ 327 milhões, bancados na maior parte com repasse do Porto Itapoá, em antecipação do pagamento de tarifas portuárias.

As mudas têm origem em sementes e estolões coletados principalmente em Itapoá. A germinação ocorre em viveiros específicos para a produção de mudas para as praias contempladas com o alargamento. São mudas de seis espécies, em lista com feijão-da-praia, capim-da-praia, bredo-da-praia, rabo-de-bugio (jacarandá-do-mangue), salsa-da-praia (batata-da-praia) e palma (quipá).

Em outro processo, também são coletadas plântulas (estágio inicial da planta, logo na sequência da germinação) de espécies de arbustos, com processo seguinte de aclimatação no viveiro. Depois, é feito o plantio no viveiro. O tempo de permanência no viveiro depende da espécie.

Antes do plantio, é feita a conformação das dunas, com cercamento e sinalização para a proteção do local até o crescimento das plantas. Com o avanço do alargamento, haverá momentos nos quais as mudas serão plantadas diretamente nas dunas.

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Neste momento, a preparação das mudas e o replantio está em andamento. O alargamento está suspenso desde maio por causa da parada da draga para manutenção, realizada na Europa. A pausa estava programada. Os trabalhos devem recomeçar neste mês. A previsão contratual é de conclusão da dragagem e da recomposição costeira no segundo semestre.