O Ministério dos Transportes assinou mais acordos de cooperação para encaminhar a cessão para municípios de trechos de ferrovias sem uso. Nos documentos assinados na terça-feira, foram contemplados municípios do Paraná e Espírito Santo. Há mais etapas até a confirmação da cessão. O ministério pretende abrir chamamentos para oferecer mais segmentos pelo País de ferrovias sem utilização. Os segmentos podem ser usados em projetos de mobilidade, lazer e turismo.
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Em Santa Catarina, apenas a linha de 210 km entre São Francisco do Sul e Mafra está em operação na Malha Sul, rede com 2,1 mil km. Mesmo na futura concessão, a ser leiloada em 2027, não há planos de reutilização de todas ferrovias ociosas. Um exemplo é a linha entre Mafra, Porto União e Marcelino Ramos, com 620 km de extensão, sem uso desde os anos 90 e fora dos futuros corredores a serem leiloados. São trechos que eventualmente poderão ser pleiteados pelos municípios.
“Quando não há viabilidade para a operação ferroviária de cargas, faz mais sentido permitir que estados e municípios desenvolvam projetos que atendam às necessidades das pessoas”, afirmou o ministro dos Transportes, George Santoro, conforme divulgado pelo ministério. Há mais iniciativas em andamento, como em Araraquara (SP), e em projeto – Aracaju (SE) e Campina Grande (PB), segundo relato do ministro.
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No Paraná, o acordo envolve trechos ferroviários com extensão entre 50 e 80 quilômetros, atualmente sob concessão da Rumo, nos municípios Arapoti, Carambeí, Castro, Jaguariaíva, Piraí do Sul, Ponta Grossa e Ventania. Em Piraí do Sul, a proposta é de instalação de parque, entre outros equipamentos. No Espírito Santo, são 260 km que poderão ser cedidos para onze municípios.

