Joinville é a cidade catarinense que mais gerou empregos no século

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As inéditas e pesadas perdas provocadas pela crise econômica não foram suficientes para tirar de Joinville a condição de campeã de criação de empregos em Santa Catarina neste século. Desde 2002 até fevereiro passado, a cidade criou 82,2 mil vagas no mercado formal, mais de 10 mil acima da segunda colocada, Florianópolis — os dados de 2001, primeiro ano do século, não estão disponíveis na tabela de estatística municipal do Ministério do Trabalho.

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Joinville teve recuperação no mercado de trabalho no ano passado, inclusive com direito a liderar o ranking nacional. Mas as 5,5 mil novas vagas ficaram distantes de recuperar as 13,3 mil eliminadas pela crise nos dois anos anteriores. A permanência no topo em Santa Catarina foi mantida pelo desempenho exuberante de outros períodos, com anos nos quais foram criados mais de 10 mil empregos. O perfil dos setores também teve uma mudança histórica.

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Em 2003, o primeiro ano do século 21 a contar com informações mais detalhadas no site do Ministério do Trabalho, os postos de trabalho nas indústrias representavam 46% do mercado privado de Joinville, aquele contratado por meio da CLT. O setor de serviços, em segundo lugar, era dono de uma fatia de 35%. A alertada desindustrialização não se confirmou e até as portas da crise, as indústrias de Joinville, lideradas pelas metalmecânicas, conseguiram abrir 27 mil empregos.

Só que veio a derrocada e parte desse crescimento foi podado entre 2014 e 2016. Ainda assim, a indústria trouxe 18 mil novas colocações entre 2003 e fevereiro passado. Foi por causa da crise que o setor industrial perdeu o posto histórico de maior empregador de Joinville, sendo ultrapassado pelos serviços, cujo arrancada sofreu apenas arranhões com as dificuldades econômicas: de 2003, o segmento praticamente dobrou de tamanho e hoje dá emprego para 75,4 mil pessoas na cidade, uma contingente maior do que a população de Concórdia, a 18ª no ranking de Santa Catarina no número de habitantes.

O comércio até apresentou expansão proporcionalmente maior nesse intervalo, mas tinha uma base reduzida demais no início do século, em torno de 15 mil trabalhadores. Hoje, são 35 mil, o terceiro segmento a mais empregar em Joinville entre as empresas privadas.

Em 2018, a largada dois primeiros meses foi superior ao mesmo período do ano passado, com 3 mil empregos criados em janeiro e fevereiro. A expectativa de Joinville é de recuperar ainda mais as perdas da crise e, consequentemente, manter a liderança no ranking estadual.

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