Em momento no qual Joinville atingiu a marca de 400 mil veículos, conforme o Denatran, uma parte expressiva das obras de mobilidade previstas no plano de governo apresentado na campanha de 2016 ainda encontra dificuldades de sair do papel, sem perspectiva de conclusão até 2020, ano final do atual mandato de Udo Döhler (MDB).
A construção das pontes ainda continua distante. A principal delas, de ligação entre os bairros Boa Vista e Adhemar Garcia, até tem perspectiva mais otimista: teve financiamento autorizado recentemente pelo Senado e há garantia de US$ 40 milhões pelo Fonplata. Só que depois da assinatura do contrato, ainda há a etapa do licenciamento ambiental. Ou seja, licitação deve ser lançada somente em 2020.
As demais pontes prometidas, como Aubé, Anêmonas e Nacar, estão previstas em empréstimo de R$ 105 milhões do governo federal. Mas é um recurso disponível desde o início de 2015, e a prefeitura utilizou apenas fração mínima _ desde o ano passado, tem alegado que precisa revisar os projetos porque não tem como bancar a contrapartida. Nesse pacote, está a construção da estação da integração, junto às universidades e também promessa de 2016.
Nas duplicações, a situação é bem complicada porque até estão fora de pauta: da lista prometida, todas as “parceria com o governo do Estado”, apenas a duplicação do Eixo Industrial foi licitada, mas o Estado não leva adiante porque não tem dinheiro. Não há informação alguma sobre as duplicações na Dona Francisca, Almirante Jaceguay, 15 de Novembro e Ottokar Doerfell.
Na mesma situação está a retomada do eixo ecológico leste, com “complexo viário com tratamento paisagístico diferenciado e ciclovias”, no Comasa, Jardim Iririú e parte do Aventureiro, e o sistema de bicicletas públicas: sem prazo para implantação. A promessa de manutenção da malha viária tem um encaminhamento mais positivo porque foi assinado financiamento de R$ 61 milhões com o Banco do Brasil. O dinheiro será usado principalmente no recape de dezenas de trec hos de ruas. Por ora, esse o principal investimento em mobilidade a curto prazo.