Ainda que as empresas participantes possam apresentar recursos, o resultado até agora da licitação para a construção da Ponte Joinville é um revés para uma obra esperada há tanto tempo na cidade. A concorrência foi considerada fracassada, situação em que há empresas interessadas, mas nem todas as exigências do edital são atendidas, sem escolha de vencedor.
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Se os eventuais recursos dos dois consórcios não forem aceitos, a prefeitura terá de abrir nova licitação, empurrando o início das obras para o final do ano ou início de 2024. O edital prevê R$ 280 milhões para a ponte de quase um quilômetro na zona Sul de Joinville. O histórico de atrasos da Ponte Joinville, entre os bairros Adhemar Garcia e Boa Vista, tem uma década.
O governo municipal anterior pretendia começar a construção da ponte em 2013, com entrega em 2015. No entanto, o empreendimento teria de começar do zero, o modelo de licenciamento simplificado não foi aceito (a construção fica em área de mangue) pela então Fatma e não havia nem projeto básico. Houve necessidade de contratação de consultorias e início do processo de licenciamento. Entre 2013 e 2015, foram iniciados os diferentes estudos – sondagem, topografia, relatório de impacto ambiental e projeto executivo.
Também foi preciso buscar uma fonte de financiamento. O governo Udo Döhler citou uma promessa da colaboração do governo do Estado – mas quem tinha se comprometido com a obra havia sido prefeitura. Houve tratativas com o Banco do Brasil, encerradas em 2015. Naquele ano, começaram as conversas com o Fonplata, concluídas em 2018 com a assinatura do empréstimo de US$ 40 milhões.
Ao governo Adriano Silva, iniciado em 2021, coube concluir o licenciamento e preparar os editais da supervisão (contratada no ano passado) e de construção da ponte, cuja licitação foi lançada no final de agosto de 2022. Foi preciso fazer uma adequação no edital e o prazo para a apresentação das propostas foi adiado para o final de novembro. A análise da documentação, com diligências, levou quase quatro meses. Agora, caso os eventuais recursos dos consórcios não forem aceitos, a prefeitura terá de relançar o edital da construção da ponte, justamente no ano que se completam dez anos das primeiras iniciativas para a obra.
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