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Segundo turno

Ibope mostra que Moisés passou de zebra a favorito

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Por Upiara Boschi
19/10/2018 - 19h32 - Atualizada em: 19/10/2018 - 21h24

Em sua primeira pesquisa no segundo turno, o Ibope dá números a uma sensação que as ruas e as redes já permitiam antever. Desconhecido no começo da disputa, azarão ao longo da campanha, surpresa nas urnas no primeiro turno, Comandante Moisés (PSL) tornou-se o favorito para vencer as eleições para o governo de Santa Catarina.

Veja os números da pesquisa Ibope

Os números do Ibope apontam que hoje o candidato do PSL teria 59% dos votos válidos contra 41% do adversário Gelson Merisio (PSD). Em votos totais, seria 51% a 35%, com 9% de brancos e nulos e 6% ainda indecisos. Tirar 16 pontos percentuais em pouco mais de uma semana é o desafio da candidatura pessedista com a incômoda condição de representar a política em meio a uma onda que valoriza a antipolítica. Um desafio a mais considerando que a pesquisa Ibope mostra que 61% dos eleitores de Moisés já consideram o voto consolidado contra apenas 40% de Merisio. Em conpensação, o Ibope traz certo alívio para o pessedista - os números dos levantamentos internos davam vantagem ainda maior para o adversário.

O segundo turno começou mais focado em ambos os candidatos tentando adonar-se da popularidade do presidenciável Jair Bolsonaro (PSL) entre os catarinenses - uma disputa que foi parar nos tribunais e que mostrou-se um tanto ridícula para ambos os candidatos. Com o avançar do segundo turno, a disputa entre Moisés e Merisio ganhou o tom do enfrentamento entre a renovação e a experiência administrativa. Um debate mais real sobre o que está em jogo.

Os espaços conquistados nas urnas pelos deputados eleitos do PSL - quatro federais e seis estaduais - e a própria votação de Moisés descolaram a onda 17 da candidatura de Bolsonaro. Virou um movimento de rechaço à classe política estabelecida - da qual Merisio virou o representante. Em contraposição, o pessedista mostra Moisés como alguém que não conhece a máquina do Estado e pode não ter condições de fazê-la funcionar. Na própria equipe do PSL há a constatação de que o eleitor apresenta tamanho desejo por mudança que não se importa com um detalhamento prévio de como será essa mudança. É com esse debate que deve continuar sendo travada a disputa na reta final.

Não que Bolsonaro tenha perdido peso no Estado que lhe deu a maior votação proporcional do país. O Ibope aponta a vitória do candidato presidencial do PSL entre os catarinenses com 74% dos votos válidos contra 26% de Fernando Haddad (PT). Em votos totais, isso significa 66% contra 23% do petista, 7% de brancos e nulos e 4% de indecisos. No primeiro turno, Bolsonaro fez 65% dos votos válidos no Estado. Mais uma vez, Santa Catarina deve disputar com outros Estados o título de maior apoio proporcional ao candidato do PSL.

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Faz a leitura e a análise do contexto do cenário político de Santa Catarina, com informações de bastidores. Explica motivações e consequências das principais decisões tomadas nos poderes do Estado.

upiara.boschi@somosnsc.com.br

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