A frase sobre adaptar-se ao tempo foi dita por Jimmy Carter, 39ª presidente dos Estados Unidos e também vencedor do Prêmio Nobel da Paz em 2002. O homem que construiu um legado histórico na diplomacia global, nos direitos humanos e no impacto do social reflete sobre adaptabilidade nessa citação que na verdade é de outra pessoa:
Precisamos nos adaptar aos tempos que mudam e ainda assim manter princípios que não mudam.
A frase em questão foi dita no discurso de posse de Jimmy Carter, em 20 de janeiro de 1977, e é de Julia Coleman, sua professora do ensino médio.
A reflexão que a frase convida a fazer é sobre a obrigação que toda pessoa, família, empresa ou instituição possui de mudar de método sem trocar de caráter.
Os tempos mudam e isso não é uma opção, mas sim, um fato. O cenário de tudo vai se alterar de qualquer maneira. Adaptar-se é o caminho de menor resistência.
A atribuição se confirma em uma segunda ocasião, vinte e cinco anos depois. Ao receber o Nobel da Paz, em Oslo, em 10 de dezembro de 2002, Carter voltou a nomear Julia Coleman na conferência oficial do prêmio.
Disse que pensou com frequência na advertência dela durante os anos de Casa Branca, repetiu a frase e registrou que foi ela quem lhe apresentou “Guerra e Paz”, de Tolstói, quando ele era menino.
Segundo o relato dele, a lição que a professora extraía do romance era a de que uma pessoa não é apenas arrastada por uma maré de inevitabilidade, e pode influenciar até os maiores acontecimentos. Duas vezes com o mundo ouvindo, duas vezes com o nome dela.
Veja também o que Erich Fromm disse: “Se eu sou o que tenho, e se o que tenho se perde, quem então sou eu?” – a pergunta que completa 50 anos e segue sem resposta fácil.
