Jimmy Carter disse: “Precisamos nos adaptar aos tempos que mudam e ainda assim manter princípios que não mudam”, a reflexão do 39º presidente dos Estados Unidos

Do ponto de vista documental, a atribuição está incompleta: Carter pronunciou a frase, mas nomeou a autora no mesmo parágrafo

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Frase de Jimmy Carter

Jimmy Carter foi o 39º presidente dos Estados Unidos, governou de 1977 a 1981 e recebeu o Nobel da Paz em 2002. (Foto: Reprodução, Wikimedia Commons)

A frase sobre adaptar-se ao tempo foi dita por Jimmy Carter, 39ª presidente dos Estados Unidos e também vencedor do Prêmio Nobel da Paz em 2002. O homem que construiu um legado histórico na diplomacia global, nos direitos humanos e no impacto do social reflete sobre adaptabilidade nessa citação que na verdade é de outra pessoa:

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Precisamos nos adaptar aos tempos que mudam e ainda assim manter princípios que não mudam.

A frase em questão foi dita no discurso de posse de Jimmy Carter, em 20 de janeiro de 1977, e é de Julia Coleman, sua professora do ensino médio.

A reflexão que a frase convida a fazer é sobre a obrigação que toda pessoa, família, empresa ou instituição possui de mudar de método sem trocar de caráter.

Os tempos mudam e isso não é uma opção, mas sim, um fato. O cenário de tudo vai se alterar de qualquer maneira. Adaptar-se é o caminho de menor resistência.

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A atribuição se confirma em uma segunda ocasião, vinte e cinco anos depois. Ao receber o Nobel da Paz, em Oslo, em 10 de dezembro de 2002, Carter voltou a nomear Julia Coleman na conferência oficial do prêmio.

Disse que pensou com frequência na advertência dela durante os anos de Casa Branca, repetiu a frase e registrou que foi ela quem lhe apresentou “Guerra e Paz”, de Tolstói, quando ele era menino.

Segundo o relato dele, a lição que a professora extraía do romance era a de que uma pessoa não é apenas arrastada por uma maré de inevitabilidade, e pode influenciar até os maiores acontecimentos. Duas vezes com o mundo ouvindo, duas vezes com o nome dela.

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Veja também o que Erich Fromm disse: “Se eu sou o que tenho, e se o que tenho se perde, quem então sou eu?” – a pergunta que completa 50 anos e segue sem resposta fácil.