“Nosso pensamento é tudo”: mulher que venceu 73 cânceres enfrenta tratamento há 27 anos e sonha em ser palestrante

Hilária Milenski mora em Santa Catarina e hoje compartilha sobre sua trajetória de superação

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Hilária, mulher que venceu 73 cânceres

Hilária compartilha sua rotina nas redes sociais (Foto: Arquivo Pessoal, Reprodução)

O sorriso no rosto é marca registrada de Hilária Milenski. Com 62 anos, ela é moradora de Itaiópolis, cidade de 22 mil habitantes no Planalto Norte Catarinense. Sua história tem chamado atenção nas redes: ela é conhecida como a mulher que venceu 73 cânceres de pele. Eles começaram a aparecer por volta dos 33 anos. Atualmente, ela trabalha com serviços diversos, mas, seu sonho mesmo é ser palestrante e motivar outras pessoas com sua trajetória de vida e de trabalho, que começou muito cedo.

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“Faço de tudo, calçada, pintura, mexo com textura e até arrumo carro”, contou ao NSC Total. Ela que passa por tratamentos constantes de quimioterapia tem compartilhado sobre sua rotina. Atualmente, já conta com 270 mil seguidores no Instagram, @hilariamireski, e 147 mil no TikTok, @hilariaguerreira.

“Eu já fiz 92 biópsias, estou em tratamento há 27 anos. Comecei a fazer radioterapia, mas eu fiz tanto que meu corpo não pôde mais receber [a radioterapia], fiz de 98 a 2016”, explicou. Desde então, começou a jornada com as quimioterapias.

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Veja registros que Hilária, mulher que venceu 73 cânceres, compartilha em suas redes:

A trajetória entre exames, biópsias e diagnósticos

Hilária sempre morou em Itaiópolis e começou a trabalhar desde muito cedo, aos seis anos. ”A mãe era professora, e o pai era agricultor, eles tinham 10 filhos. E, desde cedo a gente tinha que trabalhar,  descascar, debulhar milho etc”, relembra. Já, por volta dos seus 25 anos, Hilária foi trabalhar como gari. 

“Eu ficava exposta ao sol das sete da manhã às cinco da tarde. Um dia deu um problema em baixo da minha prótese dentária. Daí fui encaminhada para o hospital para fazer exames, isso foi em outubro de 98”, contou. 

A partir dali, Hilária iniciou uma verdadeira bateria de exames e biópsias, até receber a confirmação do câncer. Mais tarde, descobriu também que é portadora da síndrome de Gorlin-Goltz, uma condição que favorece o surgimento recorrente de tumores.

Com o avanço dos cânceres e reaparecimento, ela chegou a perder um olho e parte do nariz. “Eu já tive diversos tipos, carcinoma, celular, invasor, infiltrativo, irreversível, para você ter uma ideia eu já fui encaminhada para o hospital para cuidados paliativos, eles acharam que eu já tava indo. Mas, quando eu cheguei lá, eles olharam e falaram ‘não, essa mulher não é para estar aqui’”, disse, brincando.

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Durante anos, ela passou por sessões de radioterapia, até que o organismo já não pudesse mais ser submetido ao mesmo tratamento. Em janeiro de 2017, começou então a quimioterapia injetável e realizou cerca de seis sessões.

Atualmente, Hilária segue em tratamento com quimioterapia oral, feita por meio de comprimidos, que ajuda a manter a síndrome e o aparecimento dos tumores sob controle.

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Hilária também sofreu com comentários nas redes sociais

A rede social foi o lugar que ela encontrou para falar sobre sua trajetória e compartilhar com as pessoas palavras de motivação. Porém, por lá enfrentou comentários cruéis, principalmente quando fazia lives no TikTok. “Me chamavam de ET, caveira, monstro, me perguntavam se eu queria um olho”, relatou.

Quando era muito recorrente, ela silenciava, mas lembra também que começou a lidar de outras formas com os comentários. “Antes eu chorava, ficava para baixo. Agora, quando eles vêm com pedras, eu venho com flores. Sempre digo que desejo que ninguém passe por isso”, disse.

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Fora das redes, ela sente que algumas pessoas têm bloqueios, algumas abaixam a cabeça, outras não a cumprimentam. Também relembra como aborda crianças que se assustam com ela. “Tem criança que olha pra mim e se agarra na perna do pai”, diz, rindo. “Mas, eu chego perto deles e digo que não precisa ter medo, eu falo ‘a tia caiu e se machucou’. Como vai explicar para uma criança, né?”.

Hilária tem duas filhas já adultas e comenta que elas dão apoio para ela. Mas agora com o crescimento das suas redes, que veio principalmente após a divulgação da vaquinha e do influenciador “Willian da Bondade”, de Curitiba, diz que quer aprender a mexer melhor no canal de divulgação. “Minha filha vai vir aqui para me ajudar a mexer bem no Instagram”, conta.

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Quando questionada sobre a mensagem quer passar para as pessoas ela fala: “Para as pessoas que estão passando por esse problema [câncer], eu digo que pensem positivo, que vai dar tudo certo. O nosso pensamento é tudo. Se você pensar coisas boas, vêm coisas boas. Se pensar coisas negativas, vêm coisas negativas”, compartilhou.

Veja vídeos que Hilária compartilha: