Santa Catarina tem 6,3 mil quilômetros de rodovias estaduais, que cortam o Estado de Norte a Sul, do Oeste ao litoral, segundo dados do governo estadual. Refém do transporte rodoviário, indústrias e empresas do Meio-Oeste sofrem com a limitação da infraestrutura. Esta é uma das bandeiras levantadas pela Associação Comercial e Industrial do Oeste Catarinense (ACIOC), segundo o presidente da entidade, Fábio Lazzarotti.
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— A infraestrutura, nós dependemos dos governos, e trabalhamos juntos, tanto com os governos municipais, do Estado, federal. A gente precisa trabalhar junto, o propósito é comum. As empresas catarinenses, mesmo aquelas que não são associadas, elas dependem dessa infraestrutura — pontua Lazzarotti.
Uma das principais demandas levantadas pela associação é a construção de um contorno viário do Meio-Oeste, uma alternativa ao trânsito entre Joaçaba, Luzerna e Hervel d’Oeste, três das principais cidades da região cortada por rodoviais estaduais (a SC-150, que conecta Joaçaba a Luzerna, passando por Herval d’Oeste, e a SC-453, que vai de Luzerna a Tangará) e pela BR-282, uma das rodovias mais críticas de Santa Catarina, que corta o Estado do Oeste ao litoral.
Segundo Lazzarotti, o governo estadual já sinalizou que licitou a elaboração do projeto. A secretaria de Infraestrutura do Estado (SIE) confirmou, via assessoria de imprensa, que o contorno está em fase de análise de viabilidade do traçado. Um estudo de tráfego já foi feito, e confirmou a necessidade do contorno. Lazzarotti afirma que é essencial ter uma alternativa para desafogar o gargalo de trânsito que é a região das três cidades.
— Ao mesmo tempo, precisamos facilitar o escoamento da produção da nossa região, que tem uma base muito forte do agronegócio — pontua o presidente da ACIOC.
Segundo a SIE, o contorno será dividido em dois lotes, de Luzerna a Herval d’Oeste, e de lá até Joaçaba. Ao todo, são cerca de 50 quilômetros de extensão, mas isso pode mudar, já que o traçado ainda não está definido. A expectativa é que isso esteja pronto até junho deste ano. Depois, uma análise financeira deve ser feita para o desenvolvimento do projeto, e só então a licitação da obra.
Situação das rodovias catarinenses
O desafio é grande para as rodovias catarinenses, principal modal de escoamento, por exemplo, da produção agrícola do Oeste do Estado: segundo a Confederação Nacional do Transporte (CNT), 97,1% das rodoviais estaduais são de pista simples e mão dupla, e 87,7% das estradas não possue nem acostamento.
Os dados são do painel de conteúdo da Pesquisa CNT de Rodoviais, com dados da edição de 2024 do levantamento.
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