Acidente aéreo que matou CEO da Tigre foi explicado por Lito Sousa, que apontou confusão entre idiomas como possível causa

Aeronave que tinha o presidente a bordo caiu a caminho da Colômbia em março de 1994

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Acidente foi analisado pelo canal Aviões e Músicas, de Lito Sousa (Foto: Aviões e Músicas, Reprodução)

O influenciador Lito Sousa, recentemente diagnosticado com a Doença de Creutzfeldt-Jakob (DCJ), uma condição neurodegenerativa extremamente rara, analisou em seu canal no Youtube o acidente aéreo de 1994 que matou o CEO da Tigre, tradicional empresa de Joinville, no Norte catarinense. A trajetória do criador de conteúdo tem comovido seguidores pelo Brasil todo, desde do anúncio do diagnóstico nas redes sociais.

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O caso do influenciador chegou a ser tema de uma reportagem no Fantástico no último domingo (30). “Em questão de semanas, ele perdeu movimentos muito importantes. Ele já não anda mais sozinho, ele perdeu parte da visão, ele já está falando mais enrolado”, contou Mila Seidl, esposa do mecânico internacional de aeronaves.

Veja fotos do influenciador Lito Sousa, diagnosticado com a doença

Diagnóstico de Lito comoveu seguidores em todo o Brasil

A empresária Mila Seidl usou as próprias redes sociais para atualizar o público sobre o estado de saúde do marido, o influenciador e especialista em aviação Lito Sousa, criador do canal Aviões e Músicas. Após um período de internação e investigação médica intensa no Hospital Israelita Albert Einstein, em São Paulo, os exames confirmaram que o comunicador foi diagnosticado com a Doença de Creutzfeldt-Jakob (DCJ), uma condição neurodegenerativa, progressiva e sem cura.

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A evolução do quadro ocorreu após o influenciador ter passado por tratamentos para um câncer de próstata e uma posterior inflamação neurológica. Segundo Mila, diante da suspeita médica inicial de uma patologia autoimune, o especialista passou por procedimentos de alta complexidade, como ciclos de pulsoterapia e sessões de plasmaférese. 

Nos últimos dias, o trabalho de Lito tem ganhado ainda mais admiradores. Apenas no Youtube, o mecânico acumula 4,7 milhões de inscritos. Um dos vídeos, publicado em abril deste ano, analisa, em detalhes, o acidente aéreo que matou Cau Hansen em 1994, figura conhecida em Joinville que deu nome ao centro de eventos do município.

Quem foi Cau Hansen

Carlos Roberto Hansen, ou apenas Cau, como era chamado, era presidente da Tigre, multinacional joinvilense líder em soluções para construção civil, saneamento e infraestrutura.

Nascido em 1951, formou-se em Administração de Empresas, estudou no Brasil e nos Estados Unidos. Assumiu seu primeiro cargo na diretoria da Tigre em 1975. Oito anos depois, em 30 de agosto de 1983, passou a comandar toda a Companhia.

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Lembrado como um apaixonado por esportes, foi um dos principais patrocinadores do JEC, clube tradicional de futebol da maior cidade de Santa Catarina.

“As pessoas não se tornam grandes por fazerem grandes coisas. As pessoas fazem grandes coisas porque são grandes” é uma das frases de Cau Hansen destacadas pelo Instituto mantido em seu nome. 

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Lito analisou acidente de Cau Hansen há cerca de 4 meses

Os documentos relacionados ao acidente aéreo, analisados pelo influenciador, detalham que a aeronave, tendo Cau Hansen a bordo, partiu de Brasília às 10h28min, com um pouso em Manaus às 13h12min para um reabastecimento. Depois, decolou novamente, às 13h50min, para a etapa final da viagem rumo ao Aeroporto Internacional El Dorado, em Bogotá.

O relato de Lito destaca que a principal causa da queda foi uma falha de comunicação crítica entre a tripulação brasileira e a torre de controle colombiana devido às semelhanças fonéticas entre o português e o espanhol. “A gente vai chegar no coração dessa história, para ser entendida. Existe uma ilusão muito comum entre brasileiros e hispano-americanos de que as duas línguas são tão parecidas que a comunicação é fácil”, destaca o especialista.

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O momento fatídico do acidente aconteceu às 14h33min, quando a torre de controle pediu ao piloto que descesse até a altitude de 12 mil pés. No entanto, o comandante da aeronave compreendeu a palavra “nueve”, descendo a 9 mil pés, mesmo com uma segunda confirmação do número, segundo Lito. “A comunicação simplesmente não faz sentido em nenhuma das direções, a confusão é total na comunicação”.

Seguindo o comando a partir de uma instrução entendida com confusão, a aeronave colidiu contra uma montanha. Não houve sobreviventes. 

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Sistema fora de operação também pode ter contribuído, segundo Lito

Além do fator do idioma, Lito destacou que a altitude de Bogotá e a geografia ao redor do aeroporto El Dorado foram fatores determinantes para o risco operacional do voo.

Em seu vídeo, Lito ainda afirma que a falta de radar no Aeroporto El Dorado foi um fator crítico que contribuiu para o acidente, pois eliminou uma importante camada de segurança que poderia ter corrigido o erro da tripulação.

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Como o radar estava em período de manutenção e não havia sido declarado oficialmente operacional, o controlador não tinha o retorno visual da posição da aeronave em sua tela. Ele dependia inteiramente dos relatos de posição e altitude feitos pelos pilotos via rádio.

Conforme Lito, a ausência de sinal de radar fez com que o controle só percebesse que algo estava errado quando a aeronave parou de responder às chamadas de rádio.

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Mais tarde, o erro de compreensão entre as palavras do idioma chegaram a ser testados em pesquisas após o acidente fatal, destacou Lito Sousa. “Os resultados foram devastadores. Em uma pesquisa de campo com 15 brasileiros a maioria ouviu “nove” quando a gravação dizia “um”, porque o cérebro do falante de português simplesmente não tem as mesmas referências fonológicas para processar aqueles sons não é falta de atenção não é negligência isso é neurociência”, explica.

Assista ao vídeo completo no canal Aviões e Músicas

*Sob supervisão de Fernanda Silva