Agora é para valer! Nudismo passa a ser proibido na Praia do Pinho em Balneário Camboriú

Documento com a decisão foi publicado pela prefeitura nesta sexta-feira (19)

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(Foto: Patrick Rodrigues, NSC)

Agora é oficial. Não pode mais ficar sem roupa na areia ou no mar da Praia do Pinho, em Balneário Camboriú. A prefeita Juliana Pavan (PSD) sancionou na tarde desta sexta-feira (19) o novo Plano Diretor e o documento deixa de prever a área como espaço voltado ao nudismo.

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Ela também assinou um decreto para reforçar a proibição. A medida já está valendo e quem for flagrado descumprindo a norma pode responder por Ato Obsceno, previsto no artigo 233 do Código Penal. Segundo Pavan, a decisão atende a um pedido de moradores da região e da Polícia Militar.

Considerada o berço do nudismo no Brasil, a Praia do Pinho deu visibilidade nacional a Balneário Camboriú. Entretanto, sempre esteve na berlinda devido a queixas de cenas de cunho sexual no local. Os adeptos dizem que isso nunca partiu dos naturistas, que têm regras de comportamento rígidas.

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Veja fotos da Praia do Pinho

Em 1984, a Revista Manchete publicou a reportagem “Todo mundo nu em Camboriú”. Uma foto da Praia do Pinho, inclusive, estampou a capa da publicação e repercutiu na época. Casseta & Planeta, da TV Globo, veio pessoalmente ao local para contar como era a prática em Balneário Camboriú.

Em 2006, o Plano Diretor de Balneário Camboriú passou a prever a área como voltada ao nudismo. Desde então outros projetos de lei tentaram proibir a prática, mas isso só era possível na revisão do documento, o que ocorreu agora, após quase duas décadas da liberação oficial.

A proibição do nudismo na Praia do Pinho teve aprovação na Câmara de Vereadores na quarta-feira (17) e aguardava apenas a assinatura final da prefeita para entrar em vigor.

Federação Brasileira de Naturismo emitiu nota lamentando a decisão da prefeitura e frisou que “a Praia do Pinho não é apenas um espaço geográfico. Trata-se de um marco histórico do naturismo brasileiro, reconhecido nacional e internacionalmente, que por décadas representou um ambiente de convivência respeitosa, liberdade responsável e contato consciente com a natureza”.

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A nota cita ainda que “o fim da Praia do Pinho como área naturista representa uma perda histórica, cultural e social, fruto de omissões, desinformação, interesses paralelos e intolerância. Seguiremos defendendo o naturismo como prática legítima, ética e respeitosa, bem como o direito à diversidade, ao diálogo e à convivência democrática. O combate ao crime se faz com lei, presença do Estado e punição aos culpados, não com a eliminação de direitos de quem sempre agiu corretamente”.

Praias de nudismo no Brasil